MUITOS NOMES

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A prisão do prefeito Marcelo Crivella, do Rio de Janeiro, dá um breque no projeto de poder da Igreja Universal do Reino de Deus, comandada pelo bispo Edir Macedo. O colunista de O Globo, Merval Pereira, faz um resumo da história do partido da igreja do bispo Macedo, hoje chamado de Republicanos. Começou com o PL, que já no Mensalão levou à prisão o braço direito de Edir Macedo, o bispo Carlos Rodrigues. Aí Macedo fundou o Partido Municipalista Renovador (PMR). O partido abrigou até o vice-presidente do governo Lula, o empresário José Alencar.

MAIS NOMES

A partir de 2006, a sigla mudou para Partido Republicano Brasileiro (PRB) e em 2019 virou Republicanos. Podendo, eles sempre são governo. O presidente do Republicanos, bispo Marcos Pereira, foi ministro no governo Temer. O Republicanos abriga dois filhos do presidente Bolsonaro, Flávio e Carlos, além da ex-esposa que tentou ser vereadora no Rio de Janeiro, mas não foi eleita.

PERDA DE FORÇA

Merval Pereira diz que tudo isso respinga no presidente Bolsonaro. “A força moral dele era proclamar nunca ter sido apanhado em corrupção, um político que combatia a corrupção, mas há dois anos estamos vendo o desmonte das ações de combate à corrupção, e diversos processos contra os filhos, e contra ele próprio, como o da interferência na Polícia Federal”, destaca o colunista de O Globo.

EM GUERRA

Os aliados do presidente não andam se entendendo muito bem. O blogueiro apoiador de Bolsonaro, Allan dos Santos, do canal no Youtube, Terça Livre, criticou o presidente a respeito da prisão de outro blogueiro, Oswaldo Eustáquio, acusado de envolvimento no financiamento e organização de atos antidemocráticos pelo país.

CARLOS É CHAMADO DE COVARDE

Além disso, Santos chamou Carlos Bolsonaro de “covarde”. O blogueiro pediu explicações ao presidente e seus filhos e disse que “quando Adélio agiu, todos nós estávamos do lado de vocês”, se referindo ao atentado sofrido por Bolsonaro durante a campanha presidencial. Pelo que se sabe, Allan dos Santos permaneceu sem resposta.

DESEMPREGO

O desemprego vai aumentando fortemente durante a pandemia da Covid-19 no Brasil. Nova pesquisa divulgada pelo IBGE, a chamada Pnad Covid, nesta quarta-feira, mostra que o número de desempregados chegou a 14 milhões de brasileiros.

AUMENTO DESDE MAIO

O contingente é 2% acima do registrado em outubro, mas, se comparada com maio, quando a pesquisa começou, houve um aumento de 38,6% na população desocupada, que são aquelas que estavam sem trabalhar, mas aptas e procurando emprego. Com isso, a taxa de desemprego ficou em 14,2% em novembro. Em outubro foi de 14,1% e em maio, de 10,7%. O aumento da população desocupada foi mais forte na região Nordeste, onde a taxa subiu de 17,3% para 17,8%.

NOVAS VAGAS

Por outro lado, o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostra que foram criadas 414.556 novas vagas de emprego com carteira assinada no mês de novembro, um recorde histórico. É o maior número para um mês desde que a pesquisa começou a ser feita em 1992. De julho a novembro foram criadas 1,499 milhão de novas vagas de emprego. Mas o problema é que de março a junho foram fechadas 1,612 milhão de vagas.

PETROBRAS

Dentro de sua política de corte de custos, a Petrobras anunciou, nesta quarta-feira, que vai diminuir sua presença no exterior. Vão ser mantidos três escritórios da empresa no exterior: em Roterdã, na Holanda; em Cingapura e em Houston, nos EUA. Com a medida, a estatal espera que a economia com a desativação de escritórios externos, iniciada em 2019, atinja US$ 13,5 milhões por ano em 2021. A empresa não informou qual era a economia anterior.

CORTE

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já estuda onde vai ter de cortar de R$ 10 bilhões a R$ 20 bilhões no Orçamento do próximo ano. O corte é necessário para que seja cumprido o teto de gastos do governo federal. Guedes, apesar da pressão sobre o teto em 2021, tem garantido que o teto será cumprido. Para ele, se essa regra for flexibilizada, haverá fuga de investidores, comprometendo a retomada da economia.