A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, alertou na quinta-feira, que se a prorrogação da CPMF até 2011 não for aprovada "obviamente obras vão ser comprometidas”.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, alertou na quinta-feira, durante a apresentação do segundo balanço do Programa Aceleração do Crescimento (PAC), que se a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011 não for aprovada "obviamente obras vão ser comprometidas”.

"Se tiver redução da (alíquota) CPMF, tem (redução) dos gastos do governo. Não tem milagre. Temos uma parte do PAC que é financiamento da União. Todas as obras de saneamento, esgotamento sanitário, abastecimento de água, urbanização de favelas e eliminação de habitações em área de risco, têm parcelas expressivas de recursos da União", explicou.

O balanço apresentado mostra que o governo elevou as ações monitoradas do PAC de 1.646 em abril para 2.014, em agosto. Desse total, 79,9% das ações do governo estão em ritmo adequado, levando-se em consideração a quantidade dos projetos, segundo o balanço. Merecem atenção 10,4% e são consideradas preocupantes 9,7% das ações.

Em relação ao valor, 75,5% estão em ritmo adequado, com o cronograma em dia e riscos administrados, segundo gráfico apresentado pela ministra Dilma Rousseff. Já 18,7% das ações, embora em dia, apresentam risco potencial. As ações com elevado risco chegam a 5,9% do total.

De acordo com o relatório apresentado pela ministra, "a gestão articulada das ações do PAC vêm permitindo que o monitoramento de obras evolua no sentido de buscar soluções que qualifiquem a atuação pública na execução das obras".