O gigante atacadista Makro está decidido a paralisar seus negócios no Brasil. Primeiramente já vendeu parte de seus ativos ao Carrefour e agora dá mais um passo vendendo suas 24 lojas em São Paulo para o grupo paranaense Muffato. A princípio, o negócio está avaliado em R$ 3 bilhões, mas a transação deve chegar a, no máximo, R$ 2 bilhões, segundo informa do jornal Valor Econômico. Desta maneira, o grupo paranaense faria sua entrada no mercado da capital paulista. O Muffato tem 82 unidades no país, sendo que se concentra no Paraná e no interior de São Paulo.

PERDA DE COMPETITIVIDADE

O Makro chegou ao Brasil há cerca de 50 anos. Nos últimos anos, com o avanço do chamado atacarejo e do crescimento de redes como o Atacadão e o Assaí, o Makro sentiu uma forte queda de presença no mercado nacional. A matriz na Holanda determinou a saída do Brasil, que começou a ser articulada há alguns anos. Em 2020, o Makro vendeu alguns de seus ativos ao grupo Carrefour e agora prossegue com esta venda de unidades no estado de São Paulo ao Muffato.

INFLAÇÃO MENOR

Pela quarta semana seguida, o mercado financeiro projeta inflação menor neste ano. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central (BC), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 7,3%, ante aos 7,54% projetados há uma semana; e aos 8,27% estimados há quatro semanas. Para o próximo ano, a previsão para o IPCA está em alta há 16 semanas seguidas. Há quatro semanas, previa-se alta de 4,91%. Na semana passada, a previsão estava mais alta, em 5,2%, percentual que ficou ainda mais alto nesta semana, com o boletim projetando que o índice fechará 2023 em 5,3%. Para os anos seguintes, a previsão do mercado financeiro é de estabilidade, em 3,3% e 3%, em 2024 e 2025, respectivamente.

PREVISÃO DO PIB

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e dos serviços produzidos no país), a previsão do mercado financeiro está em 1,93% para 2022, ante 1,75% projetado na semana passada e 1,5% estimado há quatro semanas. Para 2023, a previsão de crescimento caiu na comparação com a semana passada, situando-se em 0,49%, ante ao 0,5% projetado há uma semana e há um mês. Queda semelhante se observou na previsão para o PIB de 2024, que está em 1,7%, ante ao 1,8% estimado há uma semana e, também, há quatro semanas. Para 2025, mantém-se a mesma estabilidade projetada há 37 semanas, em 2%.

SELIC ESTÁVEL

A previsão para a taxa básica de juros, a Selic, manteve-se estável pela quinta semana consecutiva, em 13,75% ao ano para o fim de 2022. Está também estável – neste caso há apenas uma semana – na projeção para 2023, em 10,75% ao ano. Há quatro semanas, esta projeção estava em 10,25% ao ano. O mercado financeiro manteve estável a projeção da Selic para 2024 e 2025, em 8% ao ano e 7,5% ao ano, respectivamente.

COTAÇÃO DO DÓLAR

Com relação à cotação do dólar, a taxa passou de R$ 5,13 para R$ 5,20. A alta nas projeções para a moeda norte-americana foi observada também para os próximos anos. Há uma semana, estava em R$ 5,10 para 2023, passando para R$ 5,20, conforme pesquisa. Para 2024, a previsão é dólar a R$ 5,10 ao final do ano, ante à cotação de R$ 5,05 há uma semana, e de R$ 5,08 projetada há quatro semanas. Ligeira alta na projeção para 2025 também, que estava em R$ 5,14 há uma semana e passou para R$ 5,15, segundo o boletim.

AUXÍLIO BRASIL

O Auxílio Brasil de R$ 600 será mesmo uma medida eleitoreira e será válida apenas até o final deste ano. O secretário Especial do Tesouro e do Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago, disse que o governo deve definir em R$ 400 o valor do Auxílio Brasil no Orçamento de 2023. De acordo com o secretário, o entendimento da equipe econômica é que a legislação não obriga o pagamento do adicional de R$ 200. O valor adicional foi definido na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Benefícios Sociais. A PEC dos Benefícios Sociais gera R$ 41,2 bilhões em despesas excepcionais, ou seja, fora do teto de gastos, divididos entre benefícios sociais. As medidas valem de 1° de agosto até 31 de dezembro de 2022.

PIB DA CONSTRUÇÃO

Pela segunda vez consecutiva neste ano, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aumentou a projeção do crescimento do Produto Interno Bruto da Construção Civil. As informações estão no estudo Desempenho Econômico da Indústria da Construção – Segundo Trimestre de 2022, divulgado nesta segunda-feira (25). “Pelo segundo ano consecutivo a construção crescerá acima da economia nacional. Entretanto, mesmo considerando a alta de 3,5% do PIB em 2022, o setor ainda registra queda em seu PIB de 23,44% no período 2014 a 2022”, disse a economista da entidade Ieda Vasconcelos.

VIAGENS AO EXTERIOR

Os gastos com viagens de brasileiros ao exterior estão normalizando, de forma a se aproximarem cada vez mais com os registrados no período anterior à pandemia, conforme disse nesta segunda-feira (25) o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha. Ao detalhar os resultados do setor externo referentes ao mês de março, Rocha disse que a conta de viagens internacionais registrou despesas líquidas de US$ 648 milhões no mês. O número é bastante superior ao registrado em março de 2021, quando essas despesas somaram US$ 100 milhões. De acordo com o BC, na mesma base de comparação – março de 2022 com março de 2021 -, os fluxos brutos de receitas de viagens, que representam os gastos de estrangeiros no Brasil, expandiram 112,2%, totalizando US$ 453 milhões, enquanto as despesas de viagens (gastos de brasileiros no exterior) cresceram 251,8%, somando US$ 1,1 bilhão.

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 0,5 ponto de junho para julho deste ano e chegou a 79,5 pontos, em uma escala de zero a 200. Foi a segunda alta consecutiva do indicador, que já havia crescido 3,5 pontos de maio para junho. Com o resultado, o índice atingiu o maior patamar desde agosto do ano passado, quando ficou em 81,8 pontos. A alta da confiança foi puxada pelo Índice de Expectativas, que mede a percepção dos consumidores sobre o futuro, e que avançou 0,7 ponto, chegando a 86,6 pontos. O Índice da Situação Atual, que apura a confiança no presente, caiu 0,1 ponto e ficou em 70 pontos.