O trigo já perdeu entre 20% e 30% de sua produção no Paraná, por culpa da estiagem. A boa notícia é que pode chover no domingo.

A previsão meteorológica é de que a seca continue pelo menos até sábado. O serviço meteorológico ClimaTempo, avisa que chuva, só no domingo, e mesmo assim só 10 milímetros. Na segunda, a chuva já vem mais fraca. Já o Agritempo (do Ministério da Agricultura), dá a esperança de algumas pancadas de chuva no sábado e no domingo pode chegar a 19 milímetros.Para o campo a notícia traz alguma esperança, pois há previsão de perdas nas lavouras de feijão e milho devido ao atraso no plantio. A terra está muito seca para que alguma semente possa germinar. Na Gazeta do Povo, o técnico Frank Roon de Oliveira afirma que é preciso chover pelo menos 30 milímetros para que a terra esteja na condição de produzir. De concreto, há o levantamento feito sobre o trigo, que está sendo colhido: a quebra está entre 20% e 30%.Já os produtores de Santa Catarina podem estar entrando naquela de “se correr o bicho pega, se parar o bicho come”. Segundo informações do vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado (Faesc), Enori Barbieri, publicadas no ZooNews, aproveitando o bom momento, o setor avícola está incrementando a criação de frangos para corte em 15%, mas a estiagem pode levar a uma quebra na safra de milho, que nem foi plantada ainda. Como resultado pode haver um déficit de pelo menos dois milhões de toneladas do cereal. A culpa é da “La Niña”. 

Fim da euforia
Depois de muito barulho em torno da produção de álcool combustível, onde muitos empresários anunciaram investimentos consideráveis em indústrias sucroalcooleiras, a coisa esfriou. Luciano Franco explica, no site da revista Globo Rural (Assinantes), que esses investidores estão de olho na queda de preços do álcool nos últimos meses. Há já quem diga que, apesar do esforço do governo em incentivar o biocombustível, tudo não passou de uma “euforia”. 

Corrupção na Pecuária
A descoberta de fraudes na certificação de qualidade da carne no Mato Grosso levou o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) a suspender, pelo menos em parte, as atividades do Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Bovina e Bubalina (Sisbov), informa o Boletim Agropecuário. Segundo fontes do MAPA, as empresas certificadoras estariam fornecendo certificados de qualidade para animais “fantasmas”, o que poderia resultar no descredenciamento de carne mato-grossense pela Europa. Segundo a nota 17 empresas já foram enquadradas e outras quatro estão sob investigação. 

O recorde do frango
As exportações brasileiras de carne de frango atingiram volumes recordes no primeiro semestre, chegando a 1,8 milhão de toneladas, rendendo U$ 2,5 bilhões. O anúncio foi da Abef – Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos, através do Globo Rural (Assinantes). A perspectiva é que no segundo semestre as exportações cresçam mais ainda. *Editor de agronegócios.

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