O levantamento Fortune Global 500 estabeleceu quais as 500 maiores empresas do mundo em 2021. As empresas chinesas vão ampliando seu poderio ano após ano e hoje são responsáveis por 31% do faturamento das 500 empresas relacionadas. Ao todo, as 500 maiores empresas do mundo tiveram receita de US$ 37,8 trilhões, mais do que um terço do produto interno bruto (PIB) global. O número também representa um salto de 19% em relação ao ano anterior. A China tem 145 empresas na lista, enquanto os Estados Unidos têm 124.

WALL MART, A MAIOR

Apesar do crescimento chinês, pelo nono ano consecutivo, a maior empresa do mundo é o Wall Mart. Confira a relação das dez maiores empresas, segundo a Fortune Global 500: 1) Wall Mart (EUA); 2) Amazon (EUA); 3) State Grid (China); 4) China National Petroleum (China); 5) Sinopec (China); Saudi Aramco (Arábia Saudita); 7) Apple (EUA); 8) Volkswagen (Alemanha); 9) China State Construction Engineering (China) e 10) CVS Health (EUA). Ao todo, as empresas da lista empregam 69,6 milhões de pessoas em todo o mundo e estão sediadas em 229 cidades de 33 países e regiões ao redor do mundo.

AUXÍLIO A CAMINHONEIROS

A partir da próxima terça-feira (9) começam a ser pagos os benefícios emergenciais concedidos a caminhoneiros. A portaria interministerial que regulamenta a medida voltada a “transportadores autônomos de carga” foi publicada em edição especial do Diário Oficial da União na noite da última terça-feira (2). O prazo para pagamento do benefício vai até 31 de dezembro de 2022, e será pago em seis parcelas mensais no valor de R$ 1 mil, “observado o limite global de recursos de R$ 5,4 bilhões”, conforme informa o Ministério do Trabalho e Previdência (MTP), que é o órgão gestor do benefício. O auxílio tem por objetivo ajudar os transportadores autônomos de carga a enfrentar o estado de emergência que decorre da alta do preço de combustíveis e derivados.

PRODUÇÃO DE ALGODÃO

Segundo o Conselho Consultivo Internacional de Algodão (ICAC, na sigla em inglês), a produção mundial de algodão na temporada 2022/2023, que teve início em 1º de julho, vai crescer 1,45% em relação à temporada 2021/2022. O total produzido de algodão deve chegar a 25,81 milhões de toneladas. A projeção da entidade para o consumo global ficou em 26,11 milhões de toneladas, com queda de 0,11% na comparação com a safra anterior. As exportações foram projetadas em 10,04 milhões de toneladas, com alta de 4,26%. Já os estoques finais deverão diminuir 1,47%, para 20,07 milhões de toneladas.

RECUPERAÇÕES JUDICIAIS

Segundo levantamento do Indicador de Falências e Recuperação Judicial da Serasa Experian, o primeiro semestre deste ano teve 390 pedidos de recuperação judicial, revelando uma queda de 14,1% em relação a esse mesmo período em 2021. Para Filipe Denki, Secretário Adjunto da Comissão de Recuperação de Empresas e Falência do Conselho Federal da OAB, é difícil cravar o motivo da redução, uma vez que há a expectativa de aumento desses pedidos. “Entre os possíveis motivos é a insegurança quanto a lei que passou por uma reforma substancial no final de 2020”, diz o advogado. Já o especialista em Direito Processual Civil e Direito Empresarial, Fernando Brandariz, entende que as negociações diretas devedores e credores contribuíram para a redução. “Muitas empresas estão conseguindo fazer acordos diretos com os seus credores, como os bancos, que aumentaram os prazos de pagamentos. Isso dá alívio no caixa e permite investimento no negócio”, diz o especialista.

ANIVERSÁRIO DA FRISIA

Na última segunda-feira (01), a Frísia Cooperativa Agroindustrial completou 97 anos de história. No primeiro semestre de 2022, o faturamento líquido acumulado foi de R$ 3,02 bilhões, uma alta de 22% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este crescimento foi impulsionado principalmente pela produção de grãos e laticínios.  No fechamento deste balanço, a cooperativa Frísia alcançou a marca de 1.011 cooperados, mais de 590 mil toneladas de grãos recebidos, mais de 149 milhões de litros de leite produzidos e cerca de 74 mil leitões comercializados no período.

STF E O ICMS

O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou uma nova audiência da comissão que busca conciliação entre estados e o governo federal sobre a compensação do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre produtos essenciais, como combustíveis, energia elétrica, comunicações e transportes coletivos. A questão é discutida na ação em que o presidente Jair Bolsonaro defende a limitação da alíquota do tributo, nos 26 estados e no Distrito Federal. O impasse jurídico começou após a sanção da Lei Complementar 192/2022. Com a lei, os estados ficaram impedidos de cobrar mais de 17% ou 18% de ICMS sobre esses bens e serviços.

TAMANHO DA PERDA

Na reunião, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) afirmou que a perda anual dos estados é de R$ 92 bilhões. Por outro lado, a União declarou que os estados apresentaram aumento de R$ 48 bilhões na arrecadação do tributo. Diante das divergências, uma nova audiência foi marcada para 16 de agosto. Em junho, ocorreu a primeira audiência entre o governo federal e representantes dos estados, na qual o impasse também permaneceu.

COMENDO MENOS CARNE

A produção de carne bovina tende a manter o comportamento de redução na oferta, uma vez que a demanda no mercado interno está desaquecida, segundo dados da Conab. Ainda assim, devem ser produzidas 8,1 milhões de toneladas de carnes com expectativa para que a disponibilidade per capita fique em torno de 25 quilos por habitante/ano. O cálculo de produção de carne bovina tem como base as informações da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais e da Pesquisa Trimestral do Couro, ambas divulgadas pelo IBGE. A partir da obtenção de dados de abate e peso médio de cada tipo de rebanho (bois, vacas, novilhos e novilhas), e considerando os dados de abates aparentes de cada tipo é obtido a produção de carne para cada tipo de rebanho.