O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem, em Estocolmo, na Suécia, as tarifas impostas pela União Européia à importação do etanol (álcool combustível) brasileiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem, em Estocolmo, na Suécia, as tarifas impostas pela União Européia à importação do etanol (álcool combustível) brasileiro. “A imposição européia de tarifas que oneram em até 55% o etanol brasileiro é um exemplo dessa distorção. Basta comparar com a tarifa cobrada pela União Européia para o petróleo, que é de apenas 5%”, disse Lula para uma platéia de pesquisadores do Instituto Real de Tecnologia da Suécia.

“É por isso que apreciamos a posição firme do governo sueco em favor de mudanças nas políticas restritivas da União Européia em relação às importações de etanol e à liberação tarifária de todos os combustíveis renováveis”, completou.

O presidente elogiou a iniciativa sueca de substituir o diesel por etanol em ônibus. “O programa sueco do uso de biocombustíveis no transporte particular e público é exemplo de como a União Européia pode alcançar suas ambiciosas metas de emprego de fontes renováveis na matriz energética”.

Lula conheceu um ônibus da empresa Scania movido a álcool combustível importado do Brasil. A administração do transporte público de Estocolmo pretende substituir o diesel por etanol em toda a frota nos próximos 14 anos.

Mais uma vez, o presidente rebateu críticas de que a produção de etanol da cana-de-açúcar ameaça a Amazônia. “A expansão do cultivo da cana no Brasil ocorre sobretudo em áreas da região centro-sul do país, bem distantes da Floresta Amazônica. Aliás, quem conhece a Amazônia sabe que o solo amazônico não serve para o plantio da cana”.