EXCLUSIVO

Deputado federal pernambucano acredita na força do partido para crescer nas pesquisas

O presidente nacional do União Brasil e deputado federal Luciano Bivar é pré-candidato à presidência da República. Ele quer ser a melhor alternativa para quem não pensa em votar em Jair Bolsonaro ou Lula. Ele deu uma entrevista exclusiva ao Diário Indústria & Comércio

Deputado federal pernambucano acredita na força do partido para crescer nas pesquisas

 

O deputado federal pernambucano Luciano Bivar é o primeiro secretário da Câmara dos Deputados e o presidente nacional do União Brasil, a união entre o PSL e o DEM, tem 77 anos e foi escolhido o pré-candidato à presidência da República pelo União Brasil. Antes foi aliado do presidente Jair Bolsonaro, que venceu as eleições presidenciais de 2018 pelo PSL, que era presidido por Bivar. Agora defende o fortalecimento da terceira via, entendendo que a população brasileira não deve ter como opções às eleições presidenciais apenas Jair Bolsonaro e Lula. Luciano Bivar esteve em Curitiba na última sexta-feira para empossar o deputado federal Ney Leprevost na presidência do União Brasil em Curitiba. Dias antes, tinha vindo outra vez a Curitiba para o que seria o anúncio da candidatura de Sérgio Moro, mas que ficou apenas no “quase”. Na última vinda à capital paranaense, Bivar conversou com EXCLUSIVIDADE com o Diário Indústria & Comércio e expôs algumas de suas ideias, caso consiga chegar à presidência da República. Aqui na edição impressa você vai ver um resumo da conversa. Na edição eletrônica do Diário Indústria & Comércio (https://www.diarioinduscom.com.br/conteudo/diario-politico-pr/) você poderá ver a íntegra da entrevista.

Diário Indústria & Comércio – Diante do quadro de polarização das eleições presidenciais deste ano, qual é a estratégia do União Brasil para reverter este quadro e fazer com que a sua candidatura chegue com condições de realmente disputar a presidência da República?

Luciano Bivar – Nós acreditamos que mais de 50% dos brasileiros não estão confortáveis com este ou aquele candidato. Como nós temos uma linha definida, um projeto econômico com uma reforma tributária bem definida, temos um plano de governo montado em cima de cinco ex-ministros estado, que são: Mendonça Filho, ex-ministro da Educação; Fernando Filho, ex-ministro de Minas e Energia; Luiz Henrique Mandeta, ex-ministro da Saúde; o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro e o presidente da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Ivan Simonsen Leal, na área econômica, com todo o seu grupo. Acho que temos um plano de governo que quando chegar o momento do horário eleitoral na TV aberta, a população vai ver que existe uma alternativa diferente do que a que se impõe agora. Nos lugares onde temos ido, as pessoas sempre demonstram insatisfação com o quadro que se apresenta de apenas duas alternativas para a presidência da República. Assim, o União Brasil, como o maior partido deste país, apresenta uma alternativa à população, ao eleitorado. É em cima do eleitorado que está desconfortável com as alternativas atuais que nós, com conteúdo, apresentamos nossas propostas. Temos condições, temos recursos para participar da disputa. Temos uma bancada expressiva. Nossa candidatura não é uma aventura. Existe governabilidade, existe responsabilidade, existem princípios e principalmente honestidade de propósitos.

Luciano Bivar veio a Curitiba para empossar Ney Leprevost como presidente do União Brasil de Curitiba

DIC – Uma das partes que compõe o União Brasil, o PSL foi a legenda que elegeu o atual presidente. Qual é a relação do União Brasil hoje com o presidente Jair Bolsonaro?

LB – Desde que ele deixou o partido, nós não tivemos mais nenhum relacionamento pessoal. As pautas que nós defendíamos, na prática, elas acabaram não sendo executadas. Então, este foi o motivo maior do nosso afastamento e certamente os deputados que acompanharam o presidente, vão provar nas urnas que o governo do qual fazíamos parte, está certo. Eu acredito que não está.

DIC – Uma das propostas básicas de sua candidatura seria o Imposto Único. Como ele seria implantado, em quanto tempo ele poderia estar em funcionamento?

LB – A gente já trabalha e discute este projeto há muitos anos. Em 2019, eu entrei com uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para que seja implantado o Imposto Único. Este imposto único será a simplificação tributária. Você trocará 11 impostos federais por um único imposto. A alíquota será de 1,79% e substituirá todos os demais impostos. É a simplificação tributária.EA você pode perguntar, como você terá a mesma arrecadação atual com esta alíquota proposta? É simples. Mudamos a base tributária. Os impostos declaratórios que são coisas ultrapassadas, analógicas, passariam a ser totalmente digitais. Todos vão pagar em qualquer transação ou movimentação financeira neste país. Vamos alargar a base tributária. Hoje 35% pagam impostos, vamos ampliar a base tributária para 100%. Todos vão pagar. Este é um imposto insonegável. Com todos pagando, todos vão pagar menos. Com todos pagando menos, vamos conseguir reduzir as desigualdades sociais.

DIC – O senhor veio ao Paraná para empossar o deputado federal Ney Leprevost na presidência do União Brasil em Curitiba, recentemente também veio na apresentação de Sérgio Moro como candidato a uma vaga pelo estado do Paraná. Como o senhor está vendo a movimentação do União Brasil aqui no Paraná?

LB – Acho que a movimentação está muito boa. A vinda do Sérgio Moro ou a sua permanência como candidato no Paraná altera muito o quadro político local. O Moro é um homem bastante qualificado. O União Brasil se sente muito honrado e feliz em tê-lo dentro do nosso partido.

DIC – Com a sua experiência na política, o senhor tem orientado o Sérgio Moro em como definir a sua candidatura?

LB – Esta é uma decisão pessoal dele. Acho que ele está apto a qualquer cargo. As pesquisas têm demonstrado hoje que ele lidera a pesquisa do Senado e sem nem se posicionar como candidato a governador, ele já aparece com 20% das intenções de votos. Isto é muito salutar para um projeto político. Vamos aguardar qual a decisão pessoal do Sérgio Moro sobre a sua candidatura.

DIC – Qual a importância de Ney Leprevost como presidente do partido em Curitiba? Qual a contribuição que ele pode dar à legenda neste momento?

LB – O Ney é um político, hoje no cargo de deputado federal, muito atuante. Tenho certeza que ele voltando à Assembleia Legislativa, terá a mesma atuação marcante que tem hoje no Congresso Nacional. Tenho absoluta convicção de que o Ney fará a diferença na Assembleia Legislativa do Paraná.

DIC – Além do Imposto Único, quais seriam as outras bandeiras de sua candidatura à presidência da República?

LB – A mãe de todas as reformas no Brasil é a reforma tributária. Mas temos propostas também em várias outras áreas. Na área energética, o ex-ministro Fernando Filho está nos ajudando muito. Na área da saúde, vamos dar prioridade total à informatização da parte da Previdência Social. Temos que ampliar o sistema das teleconsultas. A tecnologia deve ser nossa aliada, melhorando a vida da população. Na área de educação, o ex-ministro Mendonça Filho (esteve no cargo no governo Michel Temer) está fazendo um projeto muito bem elaborado para dar igualdade de oportunidades para que todos possam estudar. Todos devem ter as mesmas oportunidades para avançar nos estudos e o estado tem que ser provedor disto. No liberalismo, nós defendemos a igualdade de oportunidades e isto passa pela educação, pela saúde e pela segurança pública.

DIC – Nos últimos tempos, seja pela pandemia da Covid-19, seja pela guerra entre Rússia e Ucrânia, os índices sociais tiveram uma expressiva queda, como o senhor pretende fazê-los voltar a crescer?

LB – A pandemia foi algo muito calamitoso para a nossa geração. Penso que já ultrapassamos o pior, apesar de termos ultrapassado de maneira muito sofrida pela falta de políticas sanitárias neste país e pela falta de orientações corretas. Felizmente a população escapou de ser dizimada pela prevalência da ciência. Já a guerra na Ucrânia, que é um assunto externo, afeta muito, mas nós como um país que é considerado um celeiro mundial no agronegócio, tínhamos que ter mais incentivos, neste momento emergencial, ao produtor rural. E na parte energética, eu não entendo como o país sendo um grande produtor de petróleo, não refine o produto. Em nenhum momento, o governo procurou fazer obras estruturantes, como dar mais potencial às refinarias, modernizá-las, nunca deixando de se preocupar com os efeitos ambientais. Nestes três anos, nada foi feito neste aspecto. Ficamos dormindo. Assim quando aconteceram a pandemia e a guerra, fomos pegos desprevenidos, porque não havia um planejamento para o enfretamento de crises. Hoje o país não tem um ministro do Planejamento. Isto é inadmissível. Quem faz o planejamento do país, hoje, é a Câmara dos Deputados com a distribuição de recursos para A, para B e para C.

Luciano Bivar espera que o início da propaganda eleitoral gratuita alavanque seus índices de intenção de votos

DIC – O presidente da República no Brasil, seja lá de que ideologia for, de direita, de esquerda, tem uma forte dependência do Congresso Nacional. No meio disto tudo, surgem grupos, como o Centrão, que trocam o apoio ao governo por verbas, entre outras reivindicações. Como o senhor administraria a relação do governo com estes setores do Congresso Nacional?

LB – O atual presidente foi capturado pelo Centrão por falta de planejamento. Eu desconheço alguém que saiba qual é projeto de governo atual. Na área econômica foi um desastre. No setor de infraestrutura não aconteceram grandes obras. Tudo isto é muito ruim. Eu tenho uma boa relação dentro do Congresso Nacional com todas as alas. Eu fui eleito primeiro secretário da Câmara dos Deputados. Administramos um orçamento de R$ 7 bilhões e é muito cobiçado por todos os partidos políticos. Cheguei a este cargo com maioria absoluta dos votos já no primeiro turno. Tive apenas três votos a menos do que presidente eleito da Câmara, deputado Arthur Lira. Temos uma relação cordial com nossos pares na Câmara Federal.

DIC – Na crise do preço dos combustíveis, o atual governo defende a venda da Petrobras como solução para o problema. O senhor acredita que esta seja a melhor maneira de solucionar o problema do preço dos combustíveis?

LB – Não acho que esta seria a melhor solução porque você iria colocar um esparadrapo numa ferida. Primeiro, precisa saber o que se quer. Nós queremos uma empresa estatal ou uma empresa privada? Isto precisa ser definido. Eu entendo, como um liberal, que as economias também devem ser liberais. Por ser liberal não deve se apropriar de um bem do estado e a Petrobras é um bem do estado. Se ela está dando resultados, não tem porque o estado se desfazer dela. Mas é preciso que ela tenha um concorrente. O objetivo maior do liberalismo é o consumidor. O mercado vai definir qual a melhor taxa, qual o preço do litro do diesel que ele vai pagar. Precisamos de novas empresas de prospecção, de distribuição de combustíveis no país, de refinarias. Isto tem que ser aberto. Nós temos 13 refinarias no país e elas não conseguem refinar 100% do nosso petróleo. A refinaria de Mataripe, a mais antiga do nosso país, foi vendida a um fundo árabe. O atual presidente não tem nenhum interesse em resolver problemas estruturantes do nosso país. E aí chega a pandemia, chega a guerra da Ucrânia, nós estamos sofrendo mais do que o resto do mundo.

DIC – Hoje as relações entre os poderes constituídos no país sofrem uma constante desarmonia. Os poderes executivo, legislativo e judiciário estão em constante conflito. O que fazer para resolver esta situação?

LB – Esta é uma das maiores angústias que nós temos no União Brasil. Quando você fustiga a democracia, é muito ruim para todos. É preciso que haja um respeito basilar por todas as instituições. Quando as instituições são frágeis, uma nação falece. Se nossas instituições estiverem fracas, a tendência é que viremos um caos. Diante de vários acenos contra a democracia, o União Brasil se põe contra estes atos. Não podemos correr o risco de amanhã termos um estado de exceção.

DIC – Os dois principais candidatos, Jair Bolsonaro e Lula, falam bastante sobre a mídia. Bolsonaro fala em democracia, em liberdade de imprensa, mas vive em constantes conflitos com órgãos de imprensa e jornalistas. Lula defende o controle da mídia. Qual a sua opinião entre a relação dos poderes constituídos e a imprensa, a mídia do Brasil?

LB – A mídia é o básico para uma democracia. Penso que um dos candidatos é inimigo da economia aberta e o outro é inimigo da democracia. Mas no fundo, os dois se confundem como inimigos da liberdade. Se você não tiver liberdade econômica, você não vai ter liberdade democrática e vice-versa. Acho que esta situação entre os poderes é algo muito delicado. Por isso espero que quando nossa proposta puder chegar a mais pessoas, possamos contribuir para a melhoria da vida do povo. Viajando pelo Brasil, nunca vimos uma situação de tanto inconformismo com a situação atual do país. Aproveito para dizer que penso que o espaço para as campanhas, com apenas 45 dias de trabalho, é muito pouco para as discussões dos problemas brasileiros e para a apresentação de propostas.

DIC – Qual a principal necessidade do país hoje? O senhor assumindo a presidência, qual a primeira coisa que seria feita?

LB – A nossa desigualdade social é muito marcante. A gente só acaba com esta desigualdade social se você tiver uma tributação justa. No primeiro dia de nosso governo, já entraremos com a proposta da PEC do Imposto Único Federal. Você pode dizer que isto é uma utopia. Que isto não pode ser executado no curto prazo. Já foi feita a reforma da previdência. Da mesma maneira que fizemos a reforma da Previdência, respeitando os entes federativos, a gente vai fazer a reforma do Imposto Único Federal. Com uma alíquota simples, vamos atingir todos os brasileiros e vai garantir à seguridade social uma receita perene para não ficar com aquela constante preocupação sobre o rombo da Previdência. Se furam as contas da Previdência, furam as demais contas públicas.

DIC – Diante do agravamento das desigualdades sociais, do aumento da pobreza, como seria o combate à fome no seu governo?

LB – Eu insisto na minha tese. Com o Imposto Único, você vai melhorar sobremaneira tudo isto. Não posso entender que uma pessoa com renda muito baixa, vá comprar uma cesta básica e ela pague os mesmos valores de alguém que esta compra não represente nada, diante de seus altos ganhos. A cesta básica deve custar proporcionalmente ao que cada um ganha. Se alguém ganha menos, deve pagar menos por ela. Se alguém ganha mais, pode pagar mais pelos itens para a sua alimentação.

DIC – Há muito tempo que governos federais não fazem reais investimentos em infraestrutura, como se pode mudar este panorama?

LB – Você deve primeiramente restabelecer o Ministério do Planejamento. Sem planejamento não é possível. Sem planejamento não é possível administrar. Daí é isto que presenciamos, a cada eleição, surgem as esmolas eleitorais com benefícios especiais a determinados grupos. Não estou contra o povo. Não sou contra o povo ser beneficiado, mas se houvesse planejamento, não seria necessário a criação desta esmola eleitoreira.

DIC – Qual a sua opinião sobre as cotas raciais para ingresso nas universidades e nos concursos públicos?

LB – Dentro do planejamento que o ex-ministro Mendonça Filho está preparando para nós, o ensino básico vai continua sendo custeado pelo poder público, mas passará a ser uma responsabilidade federal. Hoje as prefeituras são responsáveis pelo ensino básico e o estado, responsável pelo ensino médio, se nós federalizarmos isto, temos que permitir que cada pai e mãe possam trabalhar sem se preocupar com falta de vagas em creches. Muitos pais deixam de trabalhar porque não conseguem vagas para os filhos, se houver um planejamento total, podemos resolver esta questão e manter as crianças nas escolas e creches e os pais ganhando o pão de cada dia.

DIC – Os estados reclamam que a redução do ICMS dos combustíveis foi uma gentileza “com o chapéu alheio”. Eles reclamam que a reforma foi feita sem consulta aos estados e que eles perderam arrecadação para o presidente ter benefícios eleitorais. Qual sua opinião sobre esta redução do ICMS dos estados para baixar o preço dos combustíveis?

LB – O presidente feriu o pacto federativo. Ele diz que é uma situação emergencial, uma situação de subsistência. Eu não concordo. O ato lembra os feitos pelo presidente turco, Recep Erdogan, de querer baixar os preços das coisas a custa de tabelas. Isto nunca funcionou em tempo algum em todo o mundo. Não se pode baixar preços a custa de leis.

DIC – Um assunto que é recorrente na política brasileira é a reforma administrativa. Qual seu pensamento sobre ela?

LB – A reforma administrativa precisa acontecer, mas é daqui para frente. Quem tem direitos adquiridos, salários diferenciados, eles devem ser respeitados. Mas é preciso um certo grau de equidade. Não pode haver gente ganhando salários enormes e outros nem terem um piso salarial definido. A área de saúde, por exemplo, requer um tratamento especial. Os salários não devem ser tão distantes entre as diversas categorias, mas acho que esta reforma administrativa precisa ser feita tanto quanto seja possível.

DIC – A reforma da Previdência conseguiu resolver o problema do déficit do setor ou é necessário fazer mais ajustes?

LB – A reforma da Previdência está embutida no nosso Imposto Único. O que o INSS arrecada hoje, nós vamos arrecadar com o Imposto Único. E o empregado não vai precisar contribuir mais nenhum tostão para a Previdência, sem perder os seus direitos. Será uma reforma tributária que terá como consequência também uma reforma previdenciária. O brasileiro terá a certeza de que no futuro ele terá a sua Previdência de forma correta, não mascarada, nem roubada pela inflação.

É a segunda vez que Luciano Bivar vem a Curitiba em poucos dias

DIC – Como um defensor do liberalismo econômico, o senhor entende que é necessário mexer mais na reforma trabalhista?

LB – Eu acho que as relações entre empregado e empregador precisam ter mais flexibilidade. Mas sem que isso represente a perda de direitos alcançados pela classe trabalhadora, em coisas como o PIS, o FGTS e todos os ganhos conseguidos até aqui. Mas tem coisas que precisam mudar para beneficiar não os que estão empregados, mas sim os que estão desempregados. É preciso abrir o mercado para que os empregadores não sejam tão penalizados e não quebrem. É preciso uma proximidade maior entre empregados e empregadores com maior flexibilização de alguns direitos sempre com a homologação dos sindicatos ou órgãos de classe.

DIC – O senhor acredita nas pesquisas eleitorais?

LB – Nós temos pesquisas de toda ordem. Mas ela sempre representa alguma coisa. Veja bem, atualmente nossa candidatura praticamente não pontua porque nós somos desconhecidos de 90% dos brasileiros. Eu não posso reclamar de pesquisa quando o povo brasileiro ainda não conhece as propostas do União Brasil. No panorama atual, não dá para ser diferente. Um está no poder atualmente e o outro ficou no poder durante 13 anos. Isto faz com que o pleito seja polarizado apenas entre duas forças, mas penso que quando a propaganda institucional começar, isto vai mudar.

DIC – Aqui no Paraná, o ex-juiz Sérgio Moro aparece em vantagem nas pesquisas ao Senado em relação ao atual senador Alvaro Dias. Estar assim na frente é uma vantagem ou uma desvantagem por estamos ainda há mais de 90 dias das eleições?

LB – Não acho que seja uma desvantagem. A pesquisa retrata o reconhecimento do povo do Paraná ao trabalho do Sérgio Moro. E todo mundo sempre fala em renovação. A biografia do Moro faz com que o povo se sinta confiante em apostar nele como um congressista.

DIC – Qual a estimativa do União Brasil na composição do Congresso Nacional a partir de 2023? Quantas vagas devem ser conquistadas nos diversos cargos?

LB – Numa visão pessimista faremos 60 deputados federais, nove senadores e seis governadores. Num quadro menos pessimista, penso que podemos chegar a uma bancada com 70 deputados federais, com os mesmos nove senadores e seis governadores.