LIMPEZA NO PEDÁGIO

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Se as atuais concessionárias cometeram tantos crimes e abusos contra o interesse público, não devem merecer confiança. Instituto Brasil Transportes (IBT) não quer permitir a participação das atuais concessionárias que atuam no Paraná no futuro leilão de estradas que cortam o Estado. Capitaneada por Acir Mezzadri, a organização defende que “quem é réu confesso” não pode disputar uma nova concessão pública.

“Sejam empresas mães, filhotes ou até mesmo a participação em consórcios, as atuais concessionárias não podem participar dos leilões porque confessaram crimes de corrupção ao assinar os acordos de leniência com o Ministério Público Federal”, disse Mezzadri.

O IBT promete denunciar a situação na Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Bolsa de Valores e pode recorrer à Justiça caso as empresas que administram as atuais praças de pedágio se apresentem como concorrentes no processo que foi aberto pelo governo federal.

LOGO, LOGO, NA TV

Logo, logo, Beto Preto poderá voltar a sua atividade preferida: falar na televisão. Antes de contrair covid19, ele fazia o boletim diário da peste na RPC e ocupava todos os espaços disponíveis nas outras emissoras. Espera-se que ao voltar à telinha, Beto Preto tenha alguma notícia positiva sobre vacinas para imunizar a população.

LAGOSTA E CAVIAR

O cardápio de iguarias consumidas pelas Forças Armadas não se limitou à aquisição de milhares de quilos de picanha e garrafas de cerveja ao longo de 2020. Os dados oficiais mostram que a dieta verde oliva também incluiu, no ano passado, a compra de itens como milhares de quilos de lombo de bacalhau – lombo, não o peixe desfiado, que é bem mais em conta, além de uísques 12 anos e garrafas de conhaque.

REPRESENTAÇÃO DO PSB

As novas informações reunidas pelos deputados do PSB serão anexadas à representação que o partido fez à Procuradoria-Geral da República (PGR), para pedir esclarecimentos

TOMA LÁ, DÁ CÁ

Em época de conflitos, como esse aberto em torno da renovação das concessões de pedágio, manda a tradição brasileira ir logo acertando, compondo, cooptando adversários antes que ele virem inimigos. Pois, pois, o empresário Agide Eduardo Perin Meneguette, 41 anos, filho do presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Agide Meneguette, é o novo superintendente geral de Parcerias, símbolo SP-1. Ele assumiu no lugar de Pedro Paulo Guerreiro Carneiro.

BOA SINECURA

Agide Eduardo é dono de empresa na área de serviços combinados de escritório e apoio administrativo. O salário de superintendente é de R$ 21.696,10 mensais. O decreto de nomeação foi assinado pelo governador Ratinho Jr, pelo chefe da Casa Civil, Guto Silva, e pelo secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Marcio Nunes. Ligada à Secretaria do Turismo, a Superintendência Geral de Parcerias foi criada em março de 2020 com as atribuições de: coordenar, monitorar, avaliar e supervisionar as ações do Programa de Parcerias do Paraná (PAR).

NO VENTILADOR

“Vamos fazer a denúncia em todos os órgãos reguladores possíveis para impedir que a roubalheira do pedágio continue por mais 30 anos. Isso que estão fazendo com o Paraná é inadmissível”, disse Acir Mezzadri. Segundo ele, além dos problemas já identificados nos contratos do Paraná, companhias como Econorte, Ecovia, Rodovia das Cataratas, Rodonorte e Caminhos do Paraná são constituídas por 21 empresas que exploram o pedágio no Brasil inteiro.

CARTEL

“É um cartel oligopolizado formado por grupos econômicos que se assenhoram do pedágio e praticaram a mais nefasta usurpação do dinheiro do contribuinte, além de ferir os direitos de ir e de vir e do consumidor”, completa Mezzadri.

FORÇA DE ITAIPU

A Itaipu Binacional já investiu R$ 104 milhões nas obras da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco. A execução segue próxima de atingir 45% e, apesar das chuvas de janeiro, o cronograma foi mantido, com previsão de conclusão em 2022.

BRABO COM O GENERAL

“É intolerável e inaceitável qualquer forma ou modo de pressão injurídica sobre o Poder Judiciário”, assim afirmou nesta segunda-feira (15) o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. A declaração é uma resposta ao relato do livro “Conversa com o comandante”, do general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército, que contou bastidores sobre a elaboração e publicação de uma manifestação no Twitter em 2018.

RECADO DIRETO

No tweet em questão, na véspera do julgamento de um habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Villas Bôas publicou: “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”.

RACHA NO PT

A Comissão Executiva Nacional do PT não discutiu formalmente o lançamento de Fernando Haddad como pré-candidato à Presidência da República, segundo o vice-presidente nacional do partido, Washington Quaquá. A decisão “solitária” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria seguido uma lógica oficial: o partido não poderia repetir 2018 e atrelar suas decisões ao Supremo Tribunal Federal (STF).

MEXE NO STF

O novo movimento de Lula se deu sob expectativa de futura decisão da Corte sobre a conduta do então juiz Sérgio Moro no processo do triplex do Guarujá (SP). Na sentença, ele condenou o petista a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Se decidir pela suspeição do agora ex-magistrado, o STF pode tirar um obstáculo – não o único – para que o petista dispute a eleição de 2022. Mas não há garantia disso.

NÃO HÁ CONSENSO

O vice-presidente nacional do partido, Washington Quaquá afirmou que havia um consenso no comando do PT sobre a necessidade de definir já uma pré-candidatura. Sabe-se, porém, que o nome de Haddad não é consensual. Mesmo o processo de escolha – um ato pessoal do ex-presidente – é alvo de críticas reservadas na legenda. Mas, para o vice-presidente, o ex-prefeito de São Paulo, por enquanto, pode começar contatos para ocupar espaço, construir palanques estaduais, conversar com o empresariado, circular no meio político, dialogar com movimentos sociais.

PSDB-DEM EM TRÉGUA

Um jantar em São Paulo articulado pelo vice-governador paulista Rodrigo Garcia (DEM) selou um armistício entre ACM Neto, presidente do DEM e o governador João Doria (PSDB) para que uma aliança entre os dois partidos em 2022 não seja inviabilizada diante das consequências políticas da sucessão na Câmara dos Deputados. O objetivo é evitar um rompimento antecipado de aliados históricos (no passado ocorreu quando Antônio Carlos Magalhães se afastou de Fernando Henrique Cardoso). Doria aceitou nova conversa em março e ACM Neto afirmou que não haverá engajamento do partido ao governo Bolsonaro.

            GAÚCHO NA PARADA

“O Brasil não se resume a São Paulo”. A frase é do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, pré-presidenciável segundo seus pares na Câmara, contra a candidatura de João Doria. Por outro lado, sete senadores tucanos assinaram nota a favor da prorrogação do mandato do atual presidente do partido, Bruno Araújo, por pelo menos mais um ano. Ou seja: não querem Doria na presidência. Ele desejava esse posto em maio, quando termina o mandato de Araújo.

EXPULSÃO

Prosseguindo o plano de eliminar os quadros mais bolsonaristas em São Paulo, o PSL expulsou o deputado estadual Frederico D’Ávila. Ligado ao agronegócio, ele é próximo de Bolsonaro e crítico dos atuais dirigentes do partido. Sua assessoria jurídica vai defendê-lo por “infidelidade partidária”.

DESIGUALDADE

Estudo publicado pelo Banco Mundial aponta relações entre independência do BC e desigualdade nos países. Segundo texto dos economistas Michael Aklin (Universidade de Pittsburgh), Andreas Kern (Georgetown) e Mário Negre (Banco Mundial), a independência do banco central restringe indiretamente na política fiscal e acaba por enfraquecer a capacidade do governo de se envolver na redistribuição de renda. O material estava sendo usado pelo senador José Serra contrário à autonomia do BC aprovada pela Câmara. O texto aponta que a independência do Banco Central incentiva os governos a desregulamentar os mercados financeiros, o que geraria uma explosão de ativos, no geral, na mão dos mais ricos.

PODE POUPAR

A PEC Emergencial, projeto em tramitação no Senado e uma das maiores ambições do ministro Paulo Guedes deve gerar uma economia entre R$ 35 bilhões e R$ 79 bilhões em dez anos para o conjunto de Estados e municípios, a depender de como for aprovada (com ou sem possibilidade de corte de jornada e salários). Se aprovada, a PEC Emergencial poderá permitir que ajustes fiscais sejam feitos com maior qualidade e menos custo político.

PROCESSO

Enquanto o Postalis, fundação dos funcionários dos Correios busca recuperar investimentos, há um processo civil aberto em 2018 pelo Ministério Público Federal em São Paulo contra o BNY Mellon, que pede ressarcimento de mais de R$ 8 bilhões em prejuízos causados à fundação. O assunto é tratado pelo Postalis sob confidencialidade, apesar de nunca ter se omitido que trabalha para um acordo.

AUXÍLIO

Se o governo gastar R$ 20 milhões com o novo auxílio emergencial de R$ 200, que seria concedido pelo prazo de três meses, para um número menor de pessoas do que no ano passado, a trajetória futura para a dívida ainda será melhor do que a traçada em outubro pelo Tesouro. Ou seja, é possível dar o auxílio sem a criação de um novo imposto. Já com R$ 250 em quatro parcelas com custo de R$ 30 bilhões a conversa é outra.

FRASES

 “O Brasil precisa de elegância e pureza.”

Gal Costa