O superintendente da Polícia Federal do Amazonas, Eduardo Fontes, afirmou nesta terça-feira, 21, que o jornalista britânico Dom Phillips foi assassinado porque, “ao que tudo indica, estava no lugar errado, na hora errada, com a pessoa errada”. Em entrevista à Rádio Gaúcha, Fontes forneceu detalhes sobre a morte do indigenista Bruno Pereira e de Phillips.

“A questão era o Bruno, que era o grande problema deles ali, que dificultava na questão da pesca ilegal”, avaliou o superintendente.

Os dois desapareceram na Amazônia no início de junho. Dez dias depois, Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, confessou os homicídios. Ele, juntamente com outras pessoas, teria assassinado, esquartejado, queimado e enterrado os dois.

A polícia ainda trabalha para descobrir a motivação do crime, e as diligências continuam. Embora diga que não há indícios de organização criminosa envolvida nos assassinatos, a PF não descarta o surgimento de novos suspeitos.

Segundo a polícia, a prática de pesca ilegal é recorrente naquela região, e Bruno, que estava licenciado da Fundação Nacional do Índio (Funai), fiscalizava a atividade de forma intensa.

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