Japão registra recorde de pagamentos por métodos eletrônicos

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Um recente levantamento aponta que domicílios japoneses passaram a depender cada vez menos de pagamentos em espécie para a realização de compras. Os números indicam que métodos como cartões de crédito e pagamentos digitais atingiram a marca mais elevada no país desde 2007, quando dados comparáveis se tornaram disponíveis.

O Conselho Central para Informações de Serviços Financeiros, com sede no Banco do Japão, conduziu o levantamento entre agosto e setembro do ano passado. Mais de 2 mil domicílios com pelo menos dois moradores responderam à enquete.

Pagamentos em espécie para compras cotidianas abaixo de mil ienes, ou abaixo de cerca de 10 dólares, apresentaram queda de mais de 13 pontos percentuais em relação ao ano passado, caindo para 70,8%.

O uso de cartões de crédito teve aumento de 5 pontos percentuais e chegou a 14,1%. Já métodos de pagamentos digitais cresceram cerca de dez pontos, para 29,6%.

Pagamentos sem dinheiro vivo também se tornaram mais populares para compras de valores mais altos, entre 10 mil e 50 mil ienes, ou cerca de 100 a 500 dólares. Uso de dinheiro em espécie para esse tipo de compra caiu quase 15 pontos percentuais, para 33,9%. Ainda nesta categoria de valores, o uso de cartão de crédito contabilizou 65,1% das compras, e pagamentos digitais quase que dobraram para mais de 6%.

Autoridades afirmam que sistemas de resgate de pontos ajudaram a impulsionar pagamentos sem dinheiro em espécie. E acrescentam que a disseminação do coronavírus também pode ter desencorajado o uso de papel-moeda.

Com informações da CCIBJ PR e NHK