O governo do Iraque anunciou nesta terça-feira que vai revisar o status de todas as empresas de segurança privadas que operam no país.

A medida se segue à decisão, anunciada na segunda-feira, de suspender a licença da empresa de segurança americana Blackwater, depois que funcionários da companhia abriram fogo em uma praça lotada de Bagdá.

Onze pessoas morreram no incidente, ocorrido no domingo.

Ao analisar a atuação das empresas, o governo iraquiano quer esclarecer se todas obedecem à legislação.

“As empresas precisam respeitar as leis iraquianas e a dignidade dos cidadãos”, disse o porta-voz do governo iraquiano Ali Al-Dabbagh, ao comentar a decisão.

Processo

Milhares de agentes de segurança privados trabalham no Iraque. Segundo críticos, apesar de estarem quase sempre fortemente armados, alguns desses agentes não recebem treinamento apropriado.

A Blackwater tem um contrato estimado em US$ 300 milhões (cerca de R$ 575 milhões) com o Departamento de Estado americano para fazer a segurança de seus funcionários e equipamentos no Iraque.

Segundo a decisão do governo iraquiano, todos os funcionários da Blackwater, com exceção daqueles envolvidos no incidente de domingo, deverão deixar o Iraque imediatamente. Os agentes que participaram do tiroteio terão de permanecer no país e responder a processo.

A empresa alega que seus guardas agiram em legítima defesa no incidente, que ocorreu em um bairro de maioria sunita em Bagdá.