Os investimentos externos diretos para o Brasil devem crescer 83,5% neste ano, chegando a um total de US$ 34,5 bilhões.

Os investimentos externos diretos para o Brasil devem crescer 83,5% neste ano, chegando a um total de US$ 34,5 bilhões, segundo estudo divulgado pela Economist Intelligence Unit (EIU), o braço de análises da revista The Economist.

Segundo a EIU, os fluxos de investimentos diretos externos no Brasil devem crescer neste ano graças a um grande aumento verificado no primeiro semestre, "como resultado de um mercado global líquido, condições favoráveis para crédito e aumento nos investimentos em setores de manufatura para exportação ou setores de extração".

O relatório cita como exemplo dessa tendência a aquisição da Arcelor Brasil pela Arcelor Mittal, da Holanda, por US$ 5,4 bilhões.

O acentuado fluxo de investimentos ao Brasil neste ano deve levar, na análise da EIU, a um crescimento de 20,1% no total de investimentos externos diretos à América Latina neste ano.

O México, segundo maior receptor de investimentos externos diretos na região, deverá receber neste ano US$ 21,3 bilhões, num aumento de 12,1% em relação a 2006.

Turbulências

O crescimento dos investimentos na América Latina deve ocorrer apesar das turbulências nos mercados financeiros globais, na avaliação da EIU.

O relatório prevê, porém, um leve declínio no ano que vem, seguido de aumentos menos intensos entre 2009 e 2011.

"O crescimento real dos PIBs na região vai se reduzir gradualmente e os preços das commodities devem cair. Alguns fatores domésticos atrás do recente crescimento forte na região vão enfraquecer, e as condições de crédito internacionais devem endurecer", diz o relatório.

O estudo da EIU fez as previsões a partir de entrevistas com mais de 600 investidores. O relatório indica que 14% desses investidores consideraram o Brasil como tendo "crítica importância" em suas companhias para a destinação de seus investimentos externos diretos, enquanto 37% consideraram o país como tendo "importância moderada".