O presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Salles, disse ontem que os empresários do setor estão atentos à crise que atinge bolsas de todo o mundo.

O presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Salles, que representa investidores em energia elétrica, disse ontem que os empresários do setor estão atentos à crise que atinge bolsas de todo o mundo.

Ele afirmou que as turbulências ainda não atingiram o setor elétrico, mas podem prejudicar a abundância de crédito e encarecer o financiamento de empreendimentos da área. "O setor de energia é de capital intensivo, ainda não verificamos nenhum problema de crédito mas, se a crise continuar, pode reduzir o crédito disponível", afirmou.

Já o presidente do Grupo Suez no Brasil, Maurício Bähr, ressaltou que a crise por enquanto está atrelada à atividade imobiliária e não chegou ainda ao setor produtivo. "Esperamos que esse soluço passe logo. Energia é um setor de estabilidade, de contratos de longo prazo que são garantia de uma receita estável", disse.

Meio Ambiente

Salles e Bähr participaram ontem do lançamento do Código de Ética Ambiental. No documento, oito dos principais investidores privados do setor elétrico se comprometem a reduzir o impacto de seus empreendimentos sobre o meio ambiente, a conservar os recursos naturais e a dar prioridade para a educação e a saúde de comunidades no entorno das obras.

"Usinas precisam ser planejadas e construídas, mas o crescimento econômico e a geração de energia não podem ser feitas a qualquer custo", disse Salles.

Além da Suez, assinaram o código a AES Brasil, controladora da Eletropaulo, a CPFL Energia, a Duke Energia, a Energias do Brasil, a Iberdrola, a Rede e a Tractebel Energia.