A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirma que a atuação do fenômeno La Niña dever persistir, pelo menos, até agosto de 2022.

Ainda de acordo com a OMM, alguns modelos matemáticos indicam que ela poderá se estender até o início de 2023. Caso essa previsão se confirme, será a terceira primavera (Hemisfério Sul) consecutiva sob influência da La Niña, algo que só ocorreu outras duas vezes desde 1950: de 1973 à 1976 e de 1998 à 2001.

O evento atual da La Niña teve início em outubro de 2021. Nos meses de janeiro a março de 2022, apresentou um decréscimo na intensidade, permanecendo na classificação de intensidade fraca, ou seja, com valores superiores à -0,9°C, mas inferiores à -0,5°C. Porém, em abril e maio de 2022, estas anomalias se fortaleceram, registrando valores de até -1,1°C, permanecendo na intensidade moderada.

A La Niña é um fenômeno climático caracterizado pelo resfriamento das águas superficiais de partes central e leste do Pacífico Equatorial e de mudanças na circulação atmosférica tropical, impactando os regimes de temperatura e chuva em várias partes do globo, incluindo a América do Sul.

No Brasil, durante eventos de La Niña, em geral são observados aumentos dos volumes de chuva nas regiões Norte e Nordeste e chuvas abaixo da média na Região Sul, além de uma ligeira diminuição nos valores de temperatura nas regiões Sudeste e Sul.

Fonte: Inmet