As mudanças podem ser benéficas também, especialmente para aqueles que buscam a especialização

Impressão Digital e as novas diretrizes
As mudanças podem ser benéficas também, especialmente para aqueles que buscam a especialização: “O mercado outdoor da cidade de São Paulo, obviamente sofreu um golpe duro com a nova lei de Comunicação Visual, mas devemos entender que principalmente quem produzia anúncios para veiculação publicitária em vias públicas foi mais impactado.
Por outro lado, como a lei regulamenta medidas máximas para painéis em fachadas comerciais, a demanda por formatos menores (que podem ser produzidos através de múltiplos rolos em máquinas industriais) aumentou muito. A nova lei obrigou e empurrou os empresários do setor a buscar diferenciação. Material de ponto de venda (PDV) e merchandising indoor no Brasil são segmentos extremamente subdesenvolvidos. Quem viaja e conhece supermercados e shoppings no exterior, sabe que temos uma pista enorme ainda a explorar, esclarece Luis Otávio Palácios, Diretor de Marketing e Vendas para Soluções de Impressão de Grande Formato, da HP Brasil.
Mesmo quem tinha equipamentos voltados à alta produtividade pode se adaptar à nova realidade da capital paulista: “Um dos receios que era a Lei difundir rapidamente para outras cidades ainda não se concretizou, e diversos prefeitos já anunciaram que não farão isso com seus mercados de comunicação visual. Empresários donos de equipamentos de gigantografia já estão criando novos mercados para seus equipamentos (adesivação de pisos e paredes indoor, cenários etc)”, afirma Eduardo Sousa.
Já que a vedete, ao que tudo indica, são os trabalhos indoor, que necessitam de maiores resoluções e um tratamento diferenciado, as tintas também tiveram que passar por reformulações. “Os clientes fazem questão da qualidade final de impressão, tendo em vista que as peças indoor são vistas de perto. Nesse ponto as tintas devem ser perfeitas quando a fidelidade de cores e não “borrar” em textos pequenos”, diz Clementine Feuga, Coordenadora de Vendas da Dubuit Digital.
Para que se obtenha o máximo na qualidade de um equipamento, inclusive na utilização das tintas, é necessário estar atento a algumas etapas fundamentais no processo de impressão: “O gerenciamento de cores também é uma parte importante do processo de obtenção de imagens de qualidade, mas novamente não é tudo, pois além de um bom processo de calibração de curvas, você necessita de produtos que atendam tais calibrações, ou seja, se você utiliza tintas de baixa qualidade, como você pode calibrar as densidades mínimas. Outro ponto é o grau de transparência das mesmas, assim como, seu poder tintorial, sem estes elementos, não se pode obter uma boa imagem somente com a calibração/gerenciamento de cores; para isto ocorrer, são necessários produtos de qualidade e uma impressora que esteja funcionado em todos os aspectos”, explica Carillo.
Nos Estados Unidos e na Europa, a impressão direta em tecido está ganhando cada vez mais espaço. No Brasil, a utilização do substrato ainda é incipiente, mas promete ganhar mais espaço. Obviamente, o tecido não se propõe a competir com os suprimentos já existentes como lonas e adesivos, e sim preencher os espaços em que eles não atuam com perfeição. A moda e a decoração são nichos bem conquistados pelos tecidos.
As aplicações são variadas e o tecido está apenas engatinhando rumo ao que pode vir a abocanhar: “Os mercados de moda e decoração são muito amplos e dentro deles temos várias oportunidades em nichos específicos como bolsas personalizadas, persianas que exibem a comunicação das marcas (nos estabelecimentos) não só decoração, arte digital (artistas plásticos que criam sua obra digitalmente), calçados esportivos e femininos, além de estofados com estampas exclusivas e personalizadas”, afirma Melissa Sartori, da Alpargatas.
Com tantas aplicações variadas, o crescimento nas vendas já se apresenta, apesar de o substrato não ter um histórico de comercialização consolidado no mercado: “A tendência de crescimento comparando o mesmo período 2006/2007 está em torno de 5%”, explica Melissa.

Vivian Lemos é a jornalista responsável pela Revista Grandes Formatos e terá participação decisiva na EXPO GF 2007. E-mail: coordenacaoexpo@ grandesformatos.com