Ibovespa fecha em queda com realização de lucros liderada por Cogna

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Apesar das perdas nesta sexta-feira, o Ibovespa acumulou mais um mês positivo, que teve como destaque novamente a participação de pessoas físicas na bolsa, além de nova safra de ofertas de ações, em meio a noticiário misto sobre a pandemia do Covid-19 e a recuperação das economias.

Agentes financeiros, contudo, já se questionam sobre a capacidade de mais ganhos expressivos do Ibovespa à frente sem novos catalisadores, embora o cenário de juros extremamente baixos no país continue sendo um relevante patrocinador da migração de recursos para as ações.

Com a Selic a 2,25% ao ano e chance de recuar ainda mais na próxima semana, a participação das pessoas físicas na Bovespa alcançava 27% no último dia 29 de julho, ante 24,2% no final de junho, ocupando espaço de institucionais e estrangeiros, que tiveram suas fatias reduzidas a 23,8% e 44,4%, respectivamente.

Do lado da pandemia, o crescimento de casos nos Estados Unidos e Europa, principalmente, preocupa, mas sem sinais de nova rodada agressiva de lockdowns esse receio acaba sendo contrabalançado pelo avanço no desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus ao redor do mundo.

O começo da temporada de balanços no Brasil também corroborou o pensamento daqueles que acreditam em potenciais surpresas positivas diante de expectativas já tão pessimistas para os resultados da companhias brasileiras no momento mais agudo da crise desencadeada pelo coronavírus.

Do grupo que faz parte do Ibovespa, Weg abriu o calendário, com números fortes, assegurando a liderança entre os papéis do índice com melhor desempenho no acumulado do ano e do mês. Na sequência, porém, demonstrações de empresas como Petrobras, Bradesco, Vale, Cielo refletiram mais os efeitos da crise.

No exterior, os resultados de empresas na Europa e Estados Unidos também têm mostrado sinais mesclados e revisões nas perspectivas do ano, enquanto dados recentes sobre a economia norte-americana têm preocupado sobre o risco de uma desaceleração no ritmo de retomada da maior economia do mundo.

Fonte: Reuters