Governo de Minas Gerais veta retorno do campeonato estadual para o fim de julho

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O Campeonato Mineiro foi paralisado quando restavam dois jogos para o final da fase de classificação às semifinais

A Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais divulgou, nesta segunda-feira (29), um comunicado vetando a retomada do Campeonato Mineiro para 26 de julho, um desejo da FMF (Federação Mineira de Futebol).

A decisão foi tomada após análise pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde de Minas Gerais do protocolo apresentado pela FMF, elaborado após reunião no dia 17 de junho com o Secretário de Saúde do Estado e com integrantes dos departamentos médicos de Atlético-MG e Cruzeiro.

O Campeonato Mineiro foi paralisado quando restavam dois jogos para o final da fase de classificação às semifinais. América, Tombense, Atlético e Caldense eram os quatro primeiros colocados.

Para encerrar a competição serão necessárias seis datas, pois a ideia da FMF era retomar a disputa com semifinal e final em jogos de ida e volta, mas sem público e em sede única. Varginha era uma opção. Alguns clubes do interior, com problemas financeiros e para montar o elenco, não foram a favor do plano.

“O Centro de Operações de Emergência em Saúde de Minas Gerais avaliou os protocolos apresentados pela FMF e pelos times mineiros, e que solicitava o retorno às atividades do futebol para o Campeonato Mineiro. Diante de um panorama com piora da situação epidemiológica e assistencial, em que, inclusive, foi recomendado o retorno de todos os municípios que aderiram a Deliberação do Comitê Extraordinário COVID-19 nº 39 de 29 de abril de 2020  para a onda verde, a avaliação feita foi de que nenhum protocolo seria adequado ao momento”, disse a nota da secretaria.

“Havendo uma melhora do panorama epidemiológico e assistencial os protocolos serão reavaliados para que a atividade seja retomada com segurança a vida dos envolvidos”, diz o comunicado.

O documento conclui: “A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais entende a importância do futebol e do esporte na vida do brasileiro, mas nenhum protocolo seria adequado ao momento”.