Os frustrantes resultados do Primeiro Emprego incentivaram o governo a suspende-lo. Divulgado pelo presidente Lula em 2002, o plano social não atingiu as metas estabelecidas.

André Molina
da redação

Os frustrantes resultados do Primeiro Emprego incentivaram o governo a suspende-lo. Divulgado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha presidencial de 2002, o plano social não atingiu as metas estabelecidas. A saída do governo foi excluir, do Plano Plurianual 2008-2011, o programa que dava vantagens a empresas  com ofertas de vagas a jovens de 16 a 24 anos. O Ministério do Planejamento justificou a suspensão do Primeiro Emprego com o argumento de que “o problema da qualificação dos jovens comprometeu o êxito”. O programa foi realizado como uma alternativa para resolver o desemprego. Ao lado do Fome Zero, que também não obteve sucesso, o Primeiro Emprego deixou de ser um plano social ao lado do Bolsa Família. A intenção do Primeiro Emprego era originar 260 mil vagas ao ano. A soma de todas os empregos oferecidos em quatro anos não totalizou 15 mil. No decorrer dos primeiros quatro anos do governo Lula, os investimentos do programa diminuíram significativamente. Em 2004, o plano disponibilizou R$ 188 milhões. No corrente ano foram pagos somente R$ 20 milhões. Em cada ano, o governo não utilizou metade dos recursos do Primeiro Emprego.