No glossário educacional palavras como competência, habilidades, plano de aula, prova, avaliação, boletim, plano curricular, planejamento, currículo, PPP, regimento, entre outras, estão muito presentes. Apesar da familiarização já universalizada dessas palavras, seus sentidos, muitas vezes, não são bem entendidos, nem no contexto escolar, nem fora dele. Para iniciar nosso “glossário educacional” falaremos sobre o primeiro elemento (competência) e, na continuidade das semanas, traremos um a um desse pequeno glossário educacional para ajudar a clarear algumas dúvidas.

Não é de hoje que se fala em “competência” e foi no mundo profissional, nos setores de RH que, em 1960, a palavra chegou às empresas. Na sequência das décadas virou jargão no mundo corporativo. Saindo dessa esfera, o vocábulo chegou ao segmento educacional no final da década de 1990 e um dos precursores foi Philippe Perrenoud. Sociólogo suíço que se tornou referência na educação a partir de reflexões sobre a profissionalização de professores e a avaliação de alunos. A partir do conceito de competência, adentrou ao mundo educacional perfeitamente. Sobre o que ele disse, não há retoques preponderantes até a atualidade, sobre o que, no Brasil, a grande maioria dos educadores entendeu, as distorções entre o conhecer e o aplicar foram, e ainda são, gritantes.

Vamos à teoria então: a palavra competência, dentro do jargão educacional, traz consigo o saber responder as dificuldades, se apoiando em conhecimentos adquiridos de forma teórica e experiencial. Esses dois elementos, somados ao desenvolvimento da capacidade de articular esses saberes para responder as dificuldades e problemas da forma mais adequada e criativa possível, são conhecidos como competência. Assim, na escola, dos documentos norteadores ao plano de aula do professor, será preciso deixar claro que é a partir de situações de vida, somados aos fundamentos teóricos que explicam por que a vida é como é, que essas capacidades se desenvolverão.

Vamos à prática agora: Quer um exemplo? Reflita sobre a rapidez da descoberta de uma vacina contra o Sar-coV-2. Como se conseguiu isso? A resposta é competência. Os pesquisadores do mundo inteiro usaram seus conhecimento e experiências somados à capacidade de refletir, analisar, juntar, separar e várias outros, para agirem diante de uma complexa doença, salvando milhões de vidas no planeta.

Quer mais? Assista ao filme “SULLY – O HERÓI DO RIO HUDSON” ali temos outra complexa situação e perigo real de vida que foi adequadamente  solucionada pela competência de um piloto. Conhecimento, experiência e condições altamente reflexivas foram a salvação de dezenas de vidas. Se conseguimos trabalhar dessa forma desde a educação infantil? SIM,  a resposta é sim, e não somente podemos, mas devemos, ainda mais se tratando de um cenário em constante ebulição como o que vivemos. As gerações futuras precisam se preparar cada vez mais para a incerteza e cataclismas globais. Para nós, que sonhamos com uma educação para a vida, entendemos que é possível mudar.

Profª Ma. Maristela Barcelos Castro
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Prof. Dr. Adelar Hengemühle
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