O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal deverá investir R$ 2,5 bilhões em geração e transmissão de energia elétrica no Paraná.

O PAC Federal prevê a construção de seis usinas hidrelétricas no Estado, com investimento de R$ 2,24 bilhões. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Roberto Requião lançam o PAC Federal no Paraná nesta sexta-feira (24), em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba).

A Usina Hidrelétrica de Mauá nos Campos Gerais, primeira obra com recursos do PAC autorizada no Paraná, está sendo construída pelo Consórcio Cruzeiro do Sul, que reúne Copel (51%) e Eletrosul Centrais Elétricas (49%). A planta de 192 megawatts deve entrar em funcionamento em janeiro de 2011. A hidrelétrica, com recursos previstos de R$ 711 milhões, dos quais R$ 355,5 milhões do PAC, terá capacidade de fornecer eletricidade para uma cidade de quase 1 milhão de habitantes.

Outras hidrelétricas previstas para o Paraná no PAC são as usinas do Baixo Iguaçu, de 340 MW, no trecho final do Rio Iguaçu, que está em processo de licenciamento ambiental para ser licitada. O investimentos previsto é de R$ 782 milhões.

As usinas de Jataizinho (155MW/R$ 356.5 milhões), Cebolão (152 MW/ R$349,6 milhões) e Telêmaco Borba ( 120 MW/R$ 276 milhões), as três no Rio Tibagi, estão em fase de estudos. A hidrelétrica Volta Grande (54,7 MW/R$ 125,8 milhões) em fase de estudo de viabilidade técnica e econômica.

Transmissão — O PAC prevê a construção de cinco trechos de transmissão de energia, no Paraná, com investimento total de R$ 222,9 milhões. Quatro devem ter as obras iniciadas ainda este ano: Linha de Transmissão Londrina-Maringá (88 km, investimento de R$ 64,5 milhões), LT Itararé-Jaguariaíva (44km, R$ 32,3 milhões), LT Cascavel Oeste-Foz do Iguaçu Norte (115 km, R$ 48,3 milhões) e LT Curitiba-Bateias (37 km, R$ 49,5 milhões).

A Linha de Transmissão Curitiba- Joinvile Norte (97 km, R$ 28,3 milhões) tem leilão previsto para 2008.

Petróleo e Gás Natural — O Paraná deverá ter R$ 4,75 bilhões do PAC Federal para refino, petroquímica e Processamento de Óleos Vegetais no Refino (HBIO). Para a ampliação e modernização da Repar, num projeto que consiste em empreendimentos de melhoria de qualidade (até 2009) e de conversão (até 2010), os investimentos previstos são de R$ 900 milhões para 2007 e mais R$ 3,7 bilhões, entre 2008 e 2020.

Os benefícios apontados são o desenvolvimento regional, a redução das importações de derivados, a produção de combustíveis de melhor qualidade e o aumento do processamento de petróleo natural.

Para o processo que permite utilizar óleo vegetal como matéria-prima para a obtenção de óleo diesel em refinaria (HBIO), os investimentos previstos são de R$ 150 milhões, sendo que R$ 120 mil serão aplicados ainda este ano e mais R$ 30 milhões entre 2008 a 2010.

Os investimentos vão trazer benefícios como o desenvolvimento da tecnologia nacional, a redução das importações de óleo diesel e a melhoria na qualidade dos combustíveis.

Combustíveis Renováveis — O PAC Federal deverá investir em todo o país, nos próximos quatro anos, R$ 17,4 bilhões em usinas de biodiesel, polidutos, gasodutos e na expansão da produção de etanol, com o início de operação de 77 novas usinas até 2010.

A meta é consolidar o país como o produtor mais competitivo do mercado internacional, garantindo o abastecimento do mercado interno e ampliando as exportações. Só no Paraná, os investimentos somam R$ 1,3 bilhão.

Quatro novas usinas de biodiesel devem ser instaladas no Estado até o próximo ano nos municípios de Maringá, Medianeira, Ponta Grossa e Rolândia, totalizando recursos de R$ 120 milhões.

Também está em estudo o poliduto Cuiabá– Repar–Paranaguá, com investimentos estimados em R$ 549 milhões nos 500 quilômetros da tubulação que percorrerão o Paraná. O poliduto vai facilitar o escoamento da produção de etanol e do suprimento de derivados das regiões Centro e Oeste, além de promover o crescimento das encomendas à indústria de base (indústrias de bens de capital, siderurgia, etc).

Quatros usinas de etanol devem entrar em operação até 2008 em Terra Rica, Santo Inácio, Santa Mônica e Umuarama, com recursos de R$ 157 milhões cada, totalizando R$ 628 milhões.