Festival rec.tyty-Todo dia é dia de índio

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Em lembrança ao Dia Nacional do Índio (19 de abril), com curadoria de Ailton Krenak, Cristine Takuá, Carlos Papá, Naine Terena e Sandra Benites, acontece o festival rec.tyty, que destaca as manifestações dessas populações e o impacto de suas origens nas artes visuais, fotografia, cinema, música e pensamento. Acompanhe pelas redes virtuais até 25  de abril

Impulsionando o pulsar do coletivo, costurado a partir do encontro de artistas visuais, fotógrafos, cineastas, músicos, pensadores e oficineiros, a mostra propõe um importante e significativo recorte da arte indígena produzida hoje em todo o território nacional. O festival rec.tyty, idealizado pelo Instituto Maracá, com direção artística assinada por Anna Dantes, idealizadora da Dantes Editora e do Selvagem Ciclo de Estudos sobre a Vida, propõe uma mostra multilinguagens que abre espaço para que indígenas possam narrar e representar a própria história, mantendo vivas as heranças e tradições culturais.

Além das obras visuais, sonoras, cinematográficas e fotográficas, os visitantes terão a oportunidade de se aprofundar um pouco mais na cultura indígena, em suas tradições e contemporaneidades, por meio de um ciclo de conversas, como também conhecer a primeira etapa do projeto Nhe’ẽry, que por meio de oficinas artísticas, vem promovendo a recriação de mapas da cidade e do litoral de São Paulo, a partir da perspectiva e da língua do povo Mbya-Guarani.

O público tem ainda a chance de participar de encontros virtuais com convidados de quatro povos diferentes, que incluem conversas e demonstrações de cantos, danças, pinturas corporais, rituais e trajes que compõem sua identidade e expressão.

Segundo os organizadores, a realização de um festival virtual representa a oportunidade de seguir com o fortalecimento da arte e da cultura indígena, nos circuitos artísticos e de produção de conhecimento, como medida de enfrentamento prático ao isolamento físico que tanto afeta nossas dinâmicas afetivas e sociais.

O nome do festival, rec•tyty, foi criado pelo cineasta indígena Carlos Papá Guarani, através da junção da sigla ‘rec’ – que pode tanto ser o ‘record’ das máquinas de imagens, como também ‘recordar’, no sentido da memória -, e a palavra guarani ‘tyty’, que aos nossos ouvidos soa como tâ-tâ, que carrega uma rede de significados, tanto na “poesia concreta” que dá nome ao batimento cardíaco, quanto numa  “metáfora” para a emoção, o calor humano, a pulsação dos afetos, a vida em seu movimento.

Composição da Galeria:

Apresentações

Djuena Tikuna

Kunumi

Oz Guarani

Xondaro Kuery

Artes Visuais:

Aislan Pankaruru

Ana Yawalapiti

Arissana Pataxó

Carmezia Emiliano Macuxi

Daiara Tukano

Denilson Baniwa

Gustavo Caboco Wapixana

Hukena Yawanawa

Isael Maxakali

Jaider Esbell

Joseca Yanomami

Severino Pereira da Silva Potiguara

Tamikua Txihi

Xadalu Tupã Jekupé

Yaka Huni Kuin

Fotografia:

Edgar Xakriaba

Dario Yanomami

Fabiano Vera da Silva Guarani Mbya

Kamikia Kisedje

Kronun Kaigang

Kuarai Miri

Richard Wera Mirim

Ubiratã Suruí

Vhera Poty Guarani Mbya

Yara Ashaninka

Curtas:

Alberto Álvares Guarani Nhandeva

Alexandre Wera

Divino Xavante

Genito Gomes Kaiowá (+ Coletivo de Diretores)

Gilmar Kiripuku Galache Terena

Isaka Huni Kuin

Patricia Ferreira Guarani Mbya

Paulinho Bororo

Renan Kisedje

Suely Maxakali

 

Oficina Nhe’ẽry:

Jaraguá

Rio Silveiras

 

FICHA TÉCNICA

 

Realização: Instituto Maracá

 

Direção Artística: Anna Dantes

 

Direção de Relações Institucionais:  Adriana Calabi

 

Direção de Produção: Otávio Oscar

 

Conselho Curatorial: Cristine Takua e Carlos Papa, Ailton Krenak, Naine Terena,

 

Direção Técnica: Rodrigo Rezende

 

Site: Wonderpus

 

Programação Digital: Rodrigo Criciúma e Anderson Gonçalves

 

Mídias sociais e assistentes de design: Isabelle Passos e Heloisa Franco

 

 

O Festival rec.tyty é realizado através do PROAC Expresso Lei Aldir Blanc, Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Fundado por Cristine Takuá, Carlos Papá e Ailton Krenak, inspirados pelos maracás dos mais de 200 povos  indígenas no Brasil, a intenção do Instituto Maracá é fazer ressoar as vozes dos povos indígenas para o mundo, aproximando universos tão distantes e contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva.

Plataformas de veiculação:

Site do Festival (galeria virtual, até 30 de maio)

Canal de Youtube do projeto Selvagem

Instagram/Facebook do Instituto Maracá

Salas de videoconferência do Zoom