Fábrica do Paraná também aprova acordo com a Volkswagen

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A exemplo do que aconteceu um dia antes em São Bernardo do Campo (SP), os trabalhadores da Volkswagen em mais duas fábricas no País, Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR), aprovaram na tarde da quarta-feira, 16, o novo acordo trabalhista negociado pela empresa com os sindicatos de suas quatro unidades produtivas no País – com o objetivo declarado de reduzir em cerca de 35% o quadro de funcionários (o equivalente a 4,7 mil pessoas) para adequar sua capacidade à nova realidade após o impacto da pandemia de coronavírus que causou expressiva queda de vendas e produção, aumentando a ociosidade das plantas para cerca de 65%.

Durante as negociações, que duraram cerca de quatro semanas, os sindicatos conseguiram que a Volkswagen garantisse estabilidade no emprego por cinco anos para os funcionários que não aderirem ao programa de demissões voluntárias (PDV) – sem metas divulgadas e com prazo de inscrição ainda a ser definido –, que pagará para quem quiser sair de 25 a 35 salários adicionais, dependendo do tempo de casa, mas após a primeira rodada de adesões será aberta uma segunda fase com incentivo reduzido para 15 a 25 salários.

Também está previsto que, em caso de necessidade, a empresa fica autorizada a usar o afastamento temporário (layoff) do trabalho por até 10 meses, pagando 82,5% do salário líquido. Pelo novo acordo, foram estabelecidos índices e formatos de reajustes salariais de 2020 a 2022 ligeiramente abaixo da inflação medida pelo INPC, além da PLR (participação nos lucros e resultados) de R$ 12,8 mil este ano, com este valor até 2025 corrigido pelo INPC do ano anterior.

Em Taubaté a aprovação do acordo ocorreu em assembleia convocada pelo Sindimetau na porta da fábrica, enquanto na unidade do Paraná, dos 2,7 mil empregados da planta, 2.136 votaram por meio do sistema digital do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) e aprovaram a proposta com 97% dos votos. A votação on-line incluiu os funcionários que estão afastados em layoff.