Produção de robôs para atividades insalubres deve começar em 2008; previsão é faturar R$ 8 mi por ano.


Siqueira Campos – O município de Siqueira Campos, no Norte Pioneiro, atraiu com benefícios fiscais uma nova unidade da Brasil Robótica, indústria de mecatrônica (ciência que une mecânica, eletrônica e tecnologia da informação) e robótica, que fabrica robôs industriais e equipamentos automáticos. De acordo com a diretoria da empresa, a intenção é começar a produzir em 2008.

Serão investidos cerca de R$ 2 milhões apenas em equipamentos e mais quase R$ 1 milhão, financiados pelo governo estadual, na construção de quatro barracões industriais. O total de área construída será de 2 mil metros quadrados, num terreno com área superior a 26,8 mil metros quadrados.

Com expectativa de faturamento de R$ 8 milhões anuais, a indústria deve gerar 600 empregos diretos ao fim de dois anos, durante as várias etapas de implantação. Serão produzidos robôs para trabalhos insalubres e equipamentos periféricos, como esteiras de locomoção, dispositivos que seguram peças para robôs e sistemas de segurança.

O diretor da empresa, Sidnei Martin Bueno, explica que a Brasil Robótica atua há mais de três anos e atualmente tem uma unidade em Jundiaí (SP). A intenção agora é investir na fábrica paranaense para que a unidade se torne a matriz do grupo no Brasil. O plano é atingir uma fatia entre 10% e 13% do mercado nacional nos próximos dois anos e uma parte do mercado externo.

Para o prefeito de Siqueira Campos, Luiz Antônio Liechocki (PMDB), a idéia da instalação de uma indústria robótica surgiu em conversa com professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e com o empresário Bueno. Segundo ele, a posição geográfica e os incentivos fiscais oferecidos pelo município, aliados ao investimento do governo estadual em infra-estrutura, foram determinantes para a instalação da fábrica na cidade. Para Liechocki são vários os benefícios que a indústria trará para Siqueira Campos. “Além dos empregos, a nossa indústria ficará mais diversificada. Vamos aumentar a arrecadação com o ICMS. Sem contar que esse é o primeiro passo para transformar a cidade em um pólo tecnológico”, enumera o prefeito.

O empresário Sidnei Bueno explica que será necessária uma capacitação de trabalhadores para a fábrica. “A partir de agora a região precisará de mão-de-obra qualificada, bem treinada para atuar em um ramo que usa a tecnologia de ponta”, especifica. Segundo ele, além de gerar empregos diretos, a fábrica vai criar inúmeros empregos indiretos, porque vai precisar de material fornecido por micro e pequenas empresas e de serviços de empresas terceirizadas.