As exportações de carne de frango registraram receita cambial de US$ 400 milhões em julho, um aumento de 106% na comparação com o mesmo período de 2006.

As exportações de carne de frango registraram receita cambial de US$ 400 milhões em julho, um aumento de 106% na comparação com o mesmo período de 2006. Em volume, os embarques somaram 284 mil toneladas, alta de 53% sobre a mesma base de comparação, segundo dados divulgados ontem pela Abef (Associação Brasileira dos Exportações de Frango).

Com esse resultado, o acumulado das exportações de frango nos primeiros sete meses de 2007 indica embarques de 1,8 milhão de toneladas, ou 28% acima do mesmo período em 2006, e receita cambial de US$ 2,6 bilhões, uma alta de 55% na mesma comparação.

A expressiva variação percentual é explicada pela acentuada queda nas exportações em 2006, quando o consumo internacional de carne de frango se reduziu em função de focos da gripe aviária na Europa e na Ásia.

Ao mesmo tempo, de acordo com a Abef, a valorização do real diante do dólar continua reduzindo a rentabilidade das exportações.

Por segmento, os embarques dos cortes de frango totalizaram 154 mil toneladas em julho, um aumento de 30% em relação a 2006, enquanto a receita cambial somou US$ 224 milhões, um acréscimo de 73%.

Por frango inteiro, as exportações somaram 105 mil toneladas no mês passado, um aumento de 76% em relação ao mesmo período do ano passado. Na receita cambial, que somou US$ 126 milhões, o crescimento foi de 135% na mesma comparação.

Por destino, a Ásia foi a que mais recebeu carne de frango brasileira, com exportações de 459 mil toneladas, um aumento de 6,5% sobre 2006. A receita cambial, de US$ 637 milhões, teve aumento de 20%. Em segundo lugar aparece a União Européia, com embarques de 318 mil toneladas e receita cambial foi de US$ 689 milhões.