Exercício – quanto fazer? Como medir?

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Atividade Física, saúde e qualidade de vida

Prof. Adel L. Youssef

Com relação ao exercício e o treinamento físico, existe a crença, que quanto mais, melhor ou de se treinar até a exaustão. Dois conceitos, em minha análise, errôneos. Um dos motivos é de que o exercício e o treinamento físico são prescritos baseados em indicadores objetivos, à partir dos componentes da carga de treinamento (densidade, volume, intensidade, tempo, frequência e duração), e por assim ser, apresentam limites, o termo “até a exaustão”, para atletas, se for eventual, ainda é aceitável. Mínimos, p.e., se a intensidade for muito baixa, pode nem chegar a um nível de estimulação adequada. Máximos, p. e., por estar muito próximo à lesões e na continuidade (do esforço), conduzir a um quadro de cronicidade da exaustão o que pode caracterizar o sobretreinamento (patológico), e.o..

Adel L. Youssef (nov. 2020)

Outro dos motivos é que o exercício e o treinamento físico, do ponto de vista científico respeitam cada uma das etapas programadas (por isso a atividade é em ciclos) e assim oferecem uma distribuição de cargas compatível com o objetivo, fases de treinamento, nível e aptidão do praticante e.o., p.e., em uma fase de adaptação as cargas devem ser mínimas.

Outro dos motivos se refere aos princípios básicos e científicos do TD. O da adequação p.e., destaca que “existe um ponto ideal de treino (prática) em que a solicitação não pode ser muito baixa e, no entanto, nem pode ser muito alta, ou seja, que os dois extremos são prejudiciais. Então, quanto é o ideal ao se referir ao volume, intensidade, distribuição de cargas? Sabe-se que a quantidade e a qualidade do trabalho a ser realizado são determinadas pelo volume e a intensidade respectivamente, mas a questão é a dose. Muitas são as formas e unidades, para se medir: set’s, MET, KG, m/s, km, FC, VO2 máx., rotações, mol(es), pedal, piscinas, watts, limiar, repetições, cadência e.o.. Por isso um plano bem elaborado, estabelece o controle do mesmo (micro-ciclo), o que permite mensurar e comparar e quando necessário ou planejado, ou seja: aumentar, manter ou diminuir.

Minha dica: busque um especialista, um professor de educação física, esta é a melhor alternativa para o estabelecimento do plano mais adequado (destacando que os indicadores são temas multidisciplinares).

Forteza e Bompa – aces. em 23/11/2020

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Coluna: Atividade Física, saúde e qualidade de vida