“Se alguém decidisse hoje atualizar e racionalizar o transporte aéreo brasileiro levaria de 20 a 25 anos para por a casa em ordem”.

“Se alguém decidisse hoje atualizar e racionalizar o transporte aéreo brasileiro levaria de 20 a 25 anos para por a casa em ordem”. A observação é do professor, publicitário e jornalista Domingo Hernandez Peña e foi feita segunda-feira, em Curitiba, no VI Seminário da Academia Brasileira de Eventos. “Ainda assim – diz ele – quando o objetivo fosse cumprido, os países desenvolvidos já estariam 20 a 25 anos à frente do Brasil”.

Hernandez, especialista na área de eventos, fez uma apresentação extremamente pessimista a respeito do país e disse que o Brasil fatura em divisas, hoje, apenas 10% do que deveria faturar em termos de turistas internacionais; e apenas 25% no turismo interno.

Nascido na ilha espanhola de Lanzarote e planejador do primeiro curso de turismo do mundo, disse que se não fossem os eventos o turismo brasileiro estaria muito pior do que está. “O poder de atração de um evento é muito maior do que uma praia, uma paisagem ou um museu e o setor pode e deve melhorar no Brasil, ainda que o turismo, propriamente dito, não melhore”.

Domingo Hernandez  fez uma paralelo entre o caos aéreo brasileiro e um hipotético caos rodoviário e ferroviário em países como França, Alemanha e Japão, o que se constituiria em tragédia nacional.

O outro palestrante foi o ex-secretário de Turismo da Bahia e ex-presidente da Bahiatursa Paulo Gaudenzi, que apresentou um balanço dos mais de 20 anos em que ficou à frente do turismo baiano, encerrados em 2006. Para eles, em termos de turismo, são as cidades que concorrem entre si e destacou que o papel do Poder Público deve estar centrado na preparação da infra-estrutura turística em parceria com os empresários, adotar uma política de financiamentos, fiscalizar e apoiar os serviços turísticos e promover ações de preservação ambiental, histórica e arquitetônica, assim como apoiar a criação e a produção cultural.