As 316 maiores empresas brasileiras de capital aberto perderam US$ 209,7 bilhões em valor de mercado desde 19 de julho.

As 316 maiores empresas brasileiras de capital aberto perderam US$ 209,7 bilhões em valor de mercado desde 19 de julho, dia em que o Ibovespa, principal índice da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), atingiu sua pontuação máxima. O levantamento, feito pela consultoria Economática, leva em conta os números até o fechamento da última quarta-feira, quando o índice caiu mais de 3% e voltou a operar abaixo de 50.000 pontos.

A insegurança nos mercados globais sobre a extensão dos problemas com a oferta de crédito no mercado imobiliário norte-americano tem gerado perdas expressivas pelas Bolsas ao redor do mundo nos últimos dias.

Assim, como a crise americana provoca aversão ao risco, os investidores em ações preferem sair das Bolsas e aplicar em investimentos mais seguros. Além disso, os estrangeiros que aplicam em mercados emergentes, como o Brasil, vendem seus papéis para cobrir perdas lá fora. Com muita gente querendo vender – ou seja, oferta elevada – os preços dos papéis caem.

No México, cujo mercado é o segundo mais importante da América Latina, as perdas são da ordem de US$ 65,8 bilhões. No mercado latino-americano como um todo, que engloba 775 empresas de sete países (México, Venezuela, Colômbia, Peru, Chile, Argentina e Brasil), as perdas chegam a US$ 322,2 bilhões.

No mesmo período, as 1.204 maiores empresas dos Estados Unidos, por valores de mercado, perderam US$ 1,651,1 trilhão, montante superior a todo o valor das 775 empresas latino-americanas incluídas no levantamento.

Segundo a pesquisa da Economática, as cinco maiores quedas das empresas americanas (Exxon Móbil, General Electric, Microsoft Corp, Citigroup e Chevron Texaco) acumulam perdas de US$ 190,1 bilhões, quase o mesmo registrado pelo Brasil como um todo.

Com as perdas registradas nesta semana, o Ibovespa acumula no ano valorização de apenas 10,8%, ante alta de 21,83% que o índice detinha no dia 31 de julho, segundo mês do ano que a Bolsa encerrou em queda (-0,39). Antes disso, a Bolsa só havia ficado negativa em fevereiro (-1,68%).