Bons resultados são decorrentes da participação no Projeto Comércio Brasil, que tem por objetivo ampliar as oportunidades de mercado no País.

Em menos de um ano, 579 microempresas de nove estados do País tiveram um crescimento de 270% no faturamento. Juntas elas registraram, no período de agosto de 2006 a fevereiro de 2007, um volume de R$ 4,9 milhões em vendas, contra R$ 1,3 milhão obtidos no semestre anterior. Esse resultado é decorrente da participação dessas empresas no Projeto Comércio Brasil.

O projeto é desenvolvido pelo Sebrae com o objetivo de ampliar as oportunidades de mercado para as empresas participantes por meio da formação de novos canais de comercialização e distribuição interestaduais. Para isso, o projeto conta com a atuação de agentes de mercado. Eles são responsáveis pela identificação de ofertas e demandas dos produtos oferecidos no projeto, bem como a prospecção, seleção e avaliação dos representantes comerciais, distribuidores e atacadistas envolvidos.

Com as informações sobre produtos e mercados levantadas pelos agentes, as unidades do Sebrae na Federação têm melhores condições de orientar os responsáveis por pequenas empresas e associações na definição do plano estratégico de marketing para abordar mercados potenciais.

Na primeira fase do projeto, que teve início em 2005, participam empresas de Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Piauí, Amazonas, Mato Grosso e Distrito Federal. No total, o projeto é estruturado por 385 empresas ofertantes e 194 representantes comerciais, distribuídos em 16 ramos de atuação.

Dos segmentos envolvidos, os de confecção, artesanato e móveis foram os que registraram o maior número de vendas. Além disso, as empresas declaram que, após a participação no projeto, também obtiveram ganhos em relação à divulgação, conhecimento, organização empresarial, qualidade dos produtos e conquista de novos clientes.

De acordo com a analista da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional Hannah Salmen, o intercâmbio comercial promovido pelo Comércio Brasil tem contribuído para a abertura e a expansão de oportunidades de mercado para os empreendimentos participantes. “Com o apoio da rede de agentes, que atua para desenvolver e criar soluções que promovam a sustentabilidade no mercado, as empresas participantes passam a ter acesso a canais comerciais que antes não tinham”, explicou.

Desde a implantação, o projeto apresenta resultados significativos, especialmente quanto à gestão e lucratividade. Em São Paulo, dois grupos de empresários: de confecções e equipamentos de proteção individual, têm-se destacado como os que mais tiveram crescimento de produção e vendas.

Para a empresa Suprema, que atua há cinco anos na produção e comércio de luvas de proteção feitas com raspa de couro, vaqueta e lona, a participação no projeto trouxe outros benefícios, além do aumento no faturamento. A fábrica, que produz cerca de 14 mil pares por mês, com capacidade para 25 mil, já apresentou crescimento de 30% na produção. Agora, o próximo passo é investir em ações de marketing e ampliar a participação no mercado em outros estados.

Rede de oportunidades

Implantado em 2005, o Projeto Comércio Brasil tem como premissa a criação de uma rede nacional de agentes de mercado. Eles atuam na ampliação dos pequenos empreendimentos de diferentes segmentos. O objetivo é promover a competitividade e a sustentabilidade das empresas, proporcionando a geração de emprego e renda para as comunidades.

Todo o projeto será realizado em três fases, com capacitações dos agentes de mercado no País para trabalhar nos programas de cadeias produtivas ou arranjos produtivos locais apoiados pelo Sebrae. A meta é que sejam credenciados dois agentes em cada uma das 27 unidades da Federação.