Maria Lucia Wood Saldanha

O que tenho presenciado são pessoas que recebem o diagnostico de uma doença incurável e fatal e com ele já deixam de viver os dias, meses ou os anos que ainda lhes restam. Entregam-se, revoltam-se com Deus, com o mundo ou com a vida.

Claro que não é fácil. Principalmente por saber que o futuro, tão almejado ou sonhado, não será da forma planejada.

Mas, por outro lado, quando há aceitação da doença, acabamos vendo a vida de uma maneira diferente. Cada dia vivido passa a ser uma conquista. E cada ano um desafio vencido.

Ao contrario do que pensam alguns, a presença de Deus passa a ser melhor sentida, através da observância das pequenas coisas, das obras da criação e de uma força interior indescritível, quando se clama por Ele.

Não pretendo, com esse texto, falar sobre religião, mas sim de fé. Quando se crê em Deus ou numa força superior, o fardo se torna mais leve e é possível ser feliz frente às adversidades.

Acredito que não viemos ao mundo sem razão. Se eu não tivesse adoecido, estaria advogando, mas não estaria escrevendo, atingindo tantas pessoas, como tenho constatado nos e-mails que recebo semanalmente, sejam falando dos artigos dessa coluna, sejam dos meus livros.

Que minha fé continue me impulsionando a cada dia. Mas que a vontade dEle prevaleça sempre, pois sabe o que é melhor pra mim!