Neste mar de descrença nas instituições que tomou conta do Brasil, por conta de inúmeros fatores.

Neste mar de descrença nas instituições que tomou conta do Brasil, por conta de inúmeros fatores, especialmente da parte de políticos mal intencionados que insistem em transformar o país numa casa da sogra, pior, num verdadeiro prostíbulo onde tudo é permitido, o efeito Renan será muito mais profundo do que se pode imaginar. A começar pela pergunta que surge na mídia: para que serve mesmo o Senado? Daí à conclusão a que muitos chegam, especialmente os melhor informados que conhecem o sistema unicameral vigente em países de primeiro mundo, onde as coisas acontecem com muito mais velocidade, passando os projetos urgentes por apenas uma Casa de Leis, sem a repetição de avaliações que ocorrem por aqui na Câmara inicialmente, no Senado depois, com o retorno a ambas dependendo de modificações feitas, aos custos conhecidos,  especialmente pelos milhares de empregos e benesses agregados! A pergunta fica sem resposta, até porque há os defensores da Câmara Alta, nos moldes em que funciona em outras plagas. Se bem que pesquisa recente mostra que nem nos EUA, guardião da democracia, o conceito do Senado é dos melhores. Verdade que em baixa estão outras instituições e pessoas, a começar pelo presidente Bush, com seus 61% de rejeição. Em todo caso, se a utilidade do Senado está em julgamento, o número de parlamentares  federais, estaduais e  municipais também é questionável. Não apenas pelo pouco que produzem mas igualmente pelos custos à Nação. Numa cidade como Curitiba, ao custo de 4% do orçamento municipal, para atender 38 vereadores, aproxima o custo de cada um dos R$ 2 milhões anuais. Para dar nome de passarinhos a ruas? Realmente a democracia brasileira precisa de uma revisão. Não basta  ao brasileiro ser livre. Antes de mais nada, precisa tentar ser feliz. Felicidade que não se consegue com o peso do governo sobre ele. 

 

Despreparo e…

É impressionante o despreparo e a sanha arrecadatória que tomou conta da fiscalização do Estar (Urbs), em Curitiba. Nas ruas centrais e outras nem tanto, o motorista está sujeito a multas sem contemplação. Agora mudaram as placas. Sem necessidade. Não interessa o custo. É o contribuinte que paga!

 … insegurança

Em contra partida, somente estão alí para fiscalizar cumprimento da obrigatoriedade de colocação do talão do Estar e cumprimento rígido de horário. No custo não está incluída segurança. Para isso, acerte-se com o “flanelinha”, que sempre haverá algum pelas imediações.                                        

Pras calendas

Milhares de vítimas a necessidade de votar a CPMF na Câmara, já produziu. Medidas provisórias que regulamentariam setores importantes da economia, como os “sacoleiros”, que aguardavam na fila de votação, foram retiradas. Para desobstruir a pauta. Curioso é o poder do governo de colocar e retirar MPs a seu bel prazer.  

Independência

A famosa independência do poder legislativo (agora, assim mesmo, com letra minúscula) já deixou de existir desde quando a revolução eliminou seus poderes e terminada esta, eles continuaram limitados. Os legislativos hoje são poderes homologatórios das decisões dos Executivos.

Homeopáticas e oportunas

A tardia e longa resposta esclarecedora à opinião pública, divulgada ontem pelo Ministério Publico, contestando as afirmações do governador Roberto Requião e atribuindo a ele algumas das benesses hoje contestadas, praticamente passa em branco. Num país de gente pouco afeita à leitura  as informações têm que ser sucintas. E em doses homeopáticas. Mais do isso: oportunas! 

 

Nova contestação

Motivo de várias contestações, inclusive junto ao Ministério de Comunicações por uso inadequado, a TV Educativa, instrumento preferido do governador para a sua comunicação, sofre agora outra pressão. A presença da dupla sertaneja William e Renan com programa exclusivo, em detrimento de outros grupos musicais do gênero foi denunciada pelo  vice-presidente da Associação Paranaense dos Artistas Sertanejos. 

Privilégio

Bernardino Viana Neto que artisticamente atende por Guaratuba, da dupla Guatupê e Guaratuba, reclama do privilégio. Especialmente pelo fato de os titulares do programa entrevistarem prefeitos, transformando o horário em palco político. Com isso se credenciam a serem contratados para as festas municipais.  

TV Pública?

Outro dado comprometedor é o fato de William, ter-se filiado ao PMDB, aparentemente movido pela pretensão a uma cadeira na Câmara de Curitiba nas eleições de 2008. William nega tal enfoque. Afirma que se filiou ao partido em agradecimento ao governador. Razão infundada de vez que a TV Educativa é pública. Ou deveria ser…   

Mandatos em xeque

Quando prefeitos de Santa Inês e Umuarama, no Paraná,  anunciam mudanças de partidos, prefeitos, vereadores e deputados que mudaram de partido na atual legislatura, atendendo ao apelo “patriótico” dos governantes, acompanham com preocupação a decisão a ser tomada pelo TSE. Pode confirmar que o mandato pertence aos partidos, promovendo centenas de perdas de mandatos.  

Em choque

Do deputado Dr. Batista (PMN) explicando ser o autor equivocado (fantasma)  no projeto contra o nepotismo: “Não sou totalmente contra o nepotismo. Só não pode ter abusos. (…) Ele (Veneri) me disse que o projeto era sobre as 30 horas semanais (na saúde)”