O dólar comercial foi negociado a R$ 2,002 para venda, em alta de 2,61%, nos últimos negócios de ontem, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,120.

O dólar comercial foi negociado a R$ 2,002 para venda, em alta de 2,61%, nos últimos negócios de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,120 (valor de venda), um avanço de 1,92%. O Ibovespa, indicador da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) recuava 2,98% no final da tarde de ontem, aos 51.496 pontos, com volume financeiro de R$ 3,3 bilhões. A taxa de risco-país, medida pelo índice Embi+ (banco JP Morgan), marcava 210 pontos, um aumento de 5% sobre a pontuação final de segunda-feira. O mercado repercutiu mal a ata do Fomc (o equivalente americano do Copom), divulgada ontem e com detalhes sobre a reunião do dia 7 deste mês, em que foi mantida a taxa básica de juros dos EUA em 5,25%. A ênfase da autoridade monetária na inflação, além de sua preocupação com uma possível piora da economia nos próximos meses, por conta dos problemas no setor imobiliário, foi a receita para azedar o humor dos investidores. Analistas também continuam preocupados com a extensão, ainda desconhecida, das perdas dos fundos de investimentos globais (os "hedge funds"), que aplicaram recursos nos problemáticos créditos de alto risco ("subprimes"). No mundo da globalização financeira, créditos gerados em operações hipotecárias nos EUA são convertidos em ativos financeiros que rendem juros para investidores na Europa. São justamente esses créditos que estão no centro das turbulências recentes dos mercados. "Até o final do mês, a volatilidade (instabilidade) vai ser total. Temos formação da Ptax (taxa média de câmbio) nos próximos dias e tudo o que mercado gosta é de oscilação", alerta Luiz Carlos Balden, diretor da corretora Fourtrade. Como a crise americana provoca aversão ao risco, os investidores em ações preferem sair das Bolsas, sujeita a oscilações sempre, e aplicar em investimentos mais seguros, como o dólar. Os estrangeiros que aplicam em mercados emergentes, como o Brasil, vendem seus papéis para cobrir perdas lá fora.