Economia Criativa

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Conceito que define todo negócio, produto ou serviço movido pela criatividade, gerando principalmente valor inatingível para o público e consumidor, que é a aplicação da imaginação humana.*

por Juraci Barbosa Sobrinho

2020 e 2021 foram anos diferentes. A pandemia de Covid-19 mudou rotinas e hábitos. A criatividade e a inovação foram destaque, de passatempo a resolução de problemas complexos. A arte e a cultura foram usadas ao redor do mundo para estabelecer vínculos, preencher vazios, como expressão, representação de emoções e para aliviar o espírito e a mente. Micro e pequenos empreendedores se mostraram fundamentais na cadeia produtiva e para o desenvolvimento econômico local.

O conceito de economia criativa foi definido por John Howkins e ganhou reconhecimento com o best-seller “The Creative Economy: How People Make Money from Ideas” (Como pessoas ganham dinheiro com ideias criativas – 2001). O tema foi tratado em relatório do Reino Unido, em 1983, e no documento australiano Creative Nation, em 1994. Na 74ª Assembleia Geral da ONU, 2012 foi declarado o Ano Internacional da Economia Criativa para o Desenvolvimento Sustentável.

Economia Criativa define todo negócio, produto ou serviço movido pela criatividade, gerando principalmente valor inatingível para o público e consumidor, que é a aplicação da imaginação humana. Engloba desde o artesanato da feira de domingo até serviços de assinatura, plataformas e aplicativos inteligentes e por isso acompanha a inovação. É considerada o modelo econômico do século XXI. É um princípio básico num mundo em que as pessoas estão cada vez mais conectadas e as informações e tendências mudam rápido. A criatividade e a identidade local se tornam mais valiosas.

A UNESCO criou em 2004 a rede mundial de cidades criativas e definiu sete áreas: literatura, design, filme, gastronomia, artes midiáticas, música e artesanato. Já são 295 cidades nomeadas no mundo, 12 no Brasil — Curitiba, desde 2014, na área de design. No Brasil foram definidos 20 setores, em 2012, no decreto que criou a Secretaria de Economia Criativa, vinculada ao Ministério da Cultura. Na Conferência Rio+20 a ONU incluiu a economia criativa como um dos pilares do desenvolvimento sustentável.

Com o mundo percebendo o valor da criatividade como ferramenta para geração de renda, as “indústrias criativas” passam a ser cada vez mais mapeadas e mensuradas.

(*) Colaboração de Aulio Zambenedetti – Designer e Servidor Público.