EAD: Os “quixotes” chegaram tarde

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Aos protestos, choramingos e, por que não dizer, muxoxos contra o ensino à distância nas faculdades de direito que agora, enfim, ganham espaço, na mídia, é bom dizer que vieram tarde demais. A questão central nem era essa. O primeiro moinho de vento a ser quixotescamente enfrentado pelas entidades que representam os profissionais da área de advocacia (e da magistratura, e da promotoria) deveria ser a louca e desenfreada autorização de cursos em todo o território nacional. Calaram-se. Porque, de fato, não tinham força para tanto (nem agora nem em outros carnavais). E porque derramavam interesses outros na condição de sócios ocultos de instituições de ensino superior, como afirmou desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná, de quem se preserva a identidade. De outra forma, a modalidade de Ensino à Distância não é novidade. Existe desde o século XIX e, se agora ganha dimensão de ‘invenção’ devido ao avanço dos processadores e da internet, é fácil refutá-la. Antes mesmo de se ouvir falar em world wide web, o ensino à distância já estava presente nas aulas por correspondência, nos telecursos de segundo grau (atual ensino médio) e em programas de pós-graduação e de extensão desde o período “jurássico” das apostilas, videocassetes, CD-ROMs e teleconferências.

Outro mundo

O reitor da Universidade Positivo, José Pio Martins, foi, no mínimo, indelicado ao afirmar, em entrevista, que os professores demitidos da instituição estariam no “mundo da lua” se pensavam que poderiam sobreviver apenas do magistério.

Muito atrás, muito pouco

O tom da entrevista concedida ao site Plural não foi, no entanto, beligerante. Pio Martins admitiu que a UP errou no tempo e na estratégia ao sair atrás (muito atrás) no EAD.  Às vésperas de ser adquirida pelo grupo paulista Cruzeiro do Sul, em março deste ano, a UP contava com 14 mil alunos na modalidade (contra 16 mil no presencial). É pouco (muito pouco).

Edição online

A pandemia da covid-19 fez com que o Instituto Paranaense de Direito Eleitoral (Iprade) promovesse em ambiente virtual a 7ª edição do Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral (CBDE). O evento que deveria ter ocorrido em maio deste ano, no Teatro Positivo, foi transferido para agosto (entre os dias 17 e 21). As inscrições podem ser feitas no endereço www.cbde.iprade.com.br

Separata Bonijuris

Parceira do Iprade no congresso, a Editora Bonijuris está editando separata de 88 páginas contendo textos das conferências e debates que foram destaque na edição anterior do CBDE, em 2018. Tome-se como exemplo as fake news, exaustivamente debatidas no evento anterior e que não escaparão do crivo dos palestrantes (entre eles ministros do STF) no evento do mês que vem.

A covid e outras mais

A OAB de Santa Catarina vem trabalhando junto à Câmara dos Deputados a aprovação de projeto de lei que  visa suspender os prazos processuais do advogado constituído quando este adoecer. Em tempo: a lista de doenças vai além da covid-19.

COLUNA DIREITO EM PAUTA – 29 de julho de 2020 – Marcus Gomes

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