Duna se arrasta pelo deserto (com muito poder)

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Dividido em duas partes, a primeira delas, saída do alentado livro Duna, está nas telas, com o luxo de ter Javier Bardem por alguns instantes em suas duas horas e 45 minutos de duração. Dirigido por Denis Villeneuve (A Chegada, Blade Runner 2049), o filme é sobre uma jornada em que o medo tem que ser vencido num planeta inóspito, habitado por vermes de 400 metros de comprimento. Mas o perigo maior são as cobiças humanas que persistem até além do ano dez mil. A cobiça é por uma misteriosa especiaria que possibilita viagem astral.

Best-seller de ficção científica de Frank Herbert, de quase 600 páginas, Duna do diretor canadense chega ao cinema estrelado pelo ator indicado ao Oscar Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome), Rebecca Ferguson, Oscar Isaac, Josh Brolin, Stellan Skarsgård, Dave Bautista, Zendaya, David Dastmalchian, Sharon Duncan-Brewster Charlotte Rampling e Jason Momoa. É possível, na segunda parte do filme, que as e os fãs contemplem Javier Bardem em todo seu esplendor.

Dennis Villeneuve dirigiu Duna a partir do roteiro coescrito com Jon Spaihts e Eric Roth, conseguindo transmitir suspense com as cenas de sonho e causar admiração pelos efeitos especiais, principalmente diante dos helicópteros que batem as asas.

Essa não é a primeira jornada cinematográfica de Duna (o diretor David Lynch também se aventurou nos anos 70), mas acredita-se que seja a definitiva. Mesmo porque a segunda parte pode ser ainda melhor, já que o descompasso de ritmo no final do filme causa um certo desânimo na poltrona, mesmo a mais confortável. Isto posto, os dunamaníacos têm bons motivos para admirar a adaptação e o magnífico visual. Que a história é boa, todos já sabem.