Definitivamente ninguém se entende neste país! Executivos, Legislativos e Judiciários vivem às turras, desautorizando uns aos outros.

Basta que se veja o clima político no Paraná ou em Brasília. Por aqui, “uma briga de cachorro grande”, única forma de se definir a encrenca em que estão metidos o Governo do Estado, mais especificamente o governador Roberto Requião, por conta da “presunção de poder” de que se investiu o Ministério Público, ao contestar a insistência com que o MP tenta fazer valer o combate ao nepotismo. A situação partiu para o confronto de salários, com Requião insistindo em ser um abuso os altos salários com que se aposentam procuradores e promotores. Estes por sua vez contestam a lei que privilegia governadores e vices, brindados com aposentadoria integral com apenas quatro anos de mandato. No MP, a também  gorda aposentadoria é obtida após trinta e cinco anos de efetivo exercício de atividades, alegam. Bem colocadinho, tudo isso cheira a benesses, num país em que o salário mínimo não vai aos quatrocentos reais, abrangendo dezenas de milhões de pessoas, para só falar dos que estão empregados. País em que os governantes citam como motivo de vanglória, um salário-família que beneficia outros tantos milhões com R$ 80 mensais. Os assim chamados “abaixo da linha da miséria”. Uma afronta como se vê, discussão de tal nível. Lá na Capital Federal, uma outra situação surrealista. Acusado por leviandades que ficariam restritas a rusgas familiares se praticadas por cidadão comum,  “o coito avulso”, o homem que está sendo julgado tem contra si o comportamento incompatível com a função que exerce: presidente do Senado. Faltou-lhe a necessária discrição, tão comum em gente que ocupa cargos  relevantes, com poder para enfiar fatos como esse para baixo do tapete. Prática comum entre os poderosos, lá e cá.

 Pouco dignificante

O Brasil viveu ontem mais um episódio triste em sua nada dignificante história política, em vários episódios. A vitória de Renan na sua longa disputa contra a ética, coloca de joelhos um Senado nacional que alguns ainda tentaram salvar. Pelo menos os senadores do Paraná, para nossa tranqüilidade, colocaram-se contra essa vitória do cinismo e da cretinice política.

 Até tu…

Que esperar de um país onde até um dos poucos símbolos da glória nacional, o futebol, paixão de quase toda a Nação, é palco de situações como as denunciadas contra o Corinthians. A agremiação, dona das maiores torcidas do país, passa agora pelo vexame de ser investigada por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

 …Corinthians!

Desde a CPI do Futebol, presidida por Álvaro Dias, as mutretas que emporcalham o esporte bretão já vieram  à tona. Com dirigentes como a maioria dos que administram grandes  times e federações, pouco se poderia esperar. Agora porém a coisa partiu para a bandidagem.

 

Memória falha

A crítica do governador ao recebimento de vantagens supostamente indevidas pelos membros do Ministério Público e por procuradores, não procede. O benefício foi concedido pelo próprio governador em decreto assinado em  16 de dezembro de 2004.

 Seca perniciosa

As grandes safras obtidas nos últimos dois anos, recuperando um pouco os prejuízos da agricultura brasileira, correm risco em 2008, graças à seca que há muitos dias ataca o Paraná e outros estados produtores. Especialmente o milho, cujo plantio já deveria estar ocorrendo neste início de setembro, pode ser prejudicado caso as chuvas teimem em faltar.

 

Responsáveis

A decisão divulgada pela Assembléia Legislativa, responsabiliza a própria Verônica Durau, tida como funcionária fantasma, seu genro Ezequias Moreira, ex-chefe de gabinete do prefeito Beto Richa e o ex-diretor Luiz Molinari, falecido em 2005, no caso que ficou conhecido como “sogra fantasma”, investigado na Casa de Leis.

 Devolução

A Assembléia vai tentar reaver o valor de R$ 300 mil reais pagos a Verônica durante o período de 1996 a 2007, sem contar a correção correspondente. Ezequias porém se antecipa através seu advogado e garante que vai devolver a importância.

 Concorrência adiada

Ficou para mais tarde a concorrência para escolha da empresa que cuidará dos serviços de ferryboats na baía de Guaratuba. Com as denúncias de que o edital  aparentava favorecimento à atual concessionária, F. Andreis, o DER resolveu encaminhar o processo à Procuradoria Geral do Estado para dar parecer. Se favorável, as propostas serão abertas dia 27.

 Em choque

Do empresário-deputado Alfredo Kaefer, sobre suposta aquisição de direitos para pagamento de débitos tributários: “Não efetivamos a compra. Ao consultar os órgãos da Receita Estadual e não vislumbrando êxito, nem sequer protocolamos pedido de compensação”.