Apesar de Curitiba ter se antecipado às outras cidades brasileiras no cumprimento da Lei Federal que regulamenta novas adaptações nas antigas construções…


criando normas para as edificações particulares e públicas, desde prédios, parques e praças, a realidade dos portadores de necessidades especiais de Curitiba e RMC ainda não é a desejada por eles. Deficientes físicos dessa região ainda encontram dificuldades em transitar nas ruas e locais públicos. Outro problema apontado por eles é a falta de pessoas capacitadas a assumir os cargos de trabalho nas empresas. Essa é a realidade apontada pela Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP) e pela Associação de Pessoas Deficientes de Colombo (APDEC). Apenas em Curitiba, cerca de 15% da população possui algum tipo de deficiência física, mental, visual ou auditiva. De acordo com Mauro Nardini, presidente da ADFP, apesar de o número de deficientes inseridos no mercado de trabalho ter quase duplicado no Paraná no período de 2003 a 2006 (6.023) em relação ao período de 1999 a 2003 (3.184), principalmente por causa da Lei de Cotas, falta capacitação para essas pessoas. “Há muitas empresas dispostas a contratar até mais do que a lei exige, porém, falta algum programa que capacite essa população”, explica. Para discutir a alertar a população e o poder público da importância da inclusão social, haverá no próximo dia 21 de setembro uma série de manifestações pacíficas em Curitiba e Região Metropolitana para marcar o Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência. Na capital, a concentração ocorre na Praça Santos Andrade, a partir das 9 horas, com a participação de associações e mais de 30 escolas especiais. Na ocasião, o coral Meninos de Angola, grupo composto por crianças africanas portadoras de deficiência visual, fará uma apresentação. Outros grupos também farão demonstrações de teatro e dança. Na tarde do dia 21/9, todos os municípios da Região Metropolitana, incluindo Curitiba, farão um encontro em Colombo, no auditório da Regional Maracanã, a partir das 14 horas. A intenção dos organizadores é fazer um protesto pacífico para sensibilizar a sociedade. Haverá a participação de alguns palestrantes, entre eles, Ricardo Mesquita, consultor em acessibilidade do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Paraná (Crea-PR).   Segundo Nardini, ainda há muito o que se fazer, mas é inegável que as pessoas estão cada vez mais conscientes que a inclusão de deficientes deve ser uma rotina, e não mais um privilégio de poucos. “A Prefeitura de Curitiba já está reformando as calçadas, como o exemplo da Rua Marechal Deodoro, onde foram colocados 1.670 metros de pista tátil para deficientes visuais e 70 rampas de acesso a portadores de deficiências físicas.

Curiosidade

O Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência surgiu em 1982, durante um encontro nacional das entidades. O dia foi escolhido pela proximidade com a primavera e o Dia da Árvore, para representar o nascimento das reivindicações de cidadania e participação pela igualdade de condições.