Dia mundial da meningite: Confira as 8 principais dúvidas sobre a Meningite Meningocócica 

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24 de abril é o dia Mundial da meningite. A data visa reforçar a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento da doença. Segundo o Ministério da Saúde, em 2019, o Brasil registrou mais de 1 mil casos de meningite meningocócica, sendo que cerca de 200 evoluíram para morte. No Paraná houve registro de 525 casos de meningite, com 29 óbitos em 2019. Já ano passado até o início de mês de abril, foram 146 casos, com 9 óbitos pela doença no Estado.

Para a endócrino pediatra e diretora médica do laboratório Frischmann Aisengart, Myrna Campagnoli muitos pacientes possuem dúvidas sobre a doença e quais vacinas devem ser aplicadas “A meningite meningocócica é uma doença grave e a prevenção é sempre o melhor caminho”, explica a especialista. “As três vacinas que previnem a doença estão disponíveis nas unidades de vacinação do Frischmann e para aplicação das vacinas ACWY e B é necessário pedido médico”, completa.

A Doutora Myrna Campagnoli preparou material com 8 informações úteis e/ou dúvidas frequentes sobre a meningite.

 O que é a meningite?

A meningite é uma infecção grave que acomete as meninges, membranas que envolvem o sistema nervoso central.  Microrganismos como bactérias e vírus podem causar meningite, com diferentes graus de gravidade; entre as bactérias causadoras de meningite está o meningococo, que tem 6 sorogrupos associados à doença: A, B, C, W, Y e X.

Existe um período do ano que a doença se propaga?

A infecção causada pelo meningococo é mais comum nos meses mais frios, mas pode acontecer em qualquer época do ano. Em geral, a meningite bacteriana é mais frequente no inverno e a viral, no verão.

Quais os sintomas?

Febre, dor de cabeça e vômitos são os sintomas mais comuns. Podem ocorrer lesões em pele e rigidez na nuca, acompanhando o quadro.

Quais são as vacinas que existem?

Há vacinas disponíveis para os sorogrupos A, C, W e Y (vacina quadrivalente), para o sorogrupo B, e para o sorogrupo C está disponível a vacina meningocócica C conjugada.

A vacina contra a meningite meningocócica C, a mais frequente entre as meningites bacterianas, responsável por 60% dos casos segundo o Ministério da Saúde, está disponível pela rede pública (SUS).

Quem deve tomar e quando?

Crianças menores de 1 ano: a vacina ACWY deve ser administrada em duas ou três doses, dependendo da vacina utilizada. Acima de 12 meses: o esquema é de uma única dose para crianças, adolescentes e adultos. A vacina para o sorogrupo B tem esquema de 3 doses em crianças menores de 1 ano, sendo de duas doses acima de 12 meses para crianças, adolescentes e adultos. Seguindo o calendário de vacinação ou em situações especiais, como epidemias, são recomendados reforços de algumas vacinas meningocócicas. As vacinas acima citadas são produzidas a partir de bactérias inativadas e compõem o calendário vacinal de crianças, adolescentes e adultos dependendo da situação epidemiológica do País.

Meningite mata?

O meningococo penetra pela via aérea, de uma pessoa a outra. E ela pode ficar assintomática em algumas pessoas, enquanto em outras pode causar quadros infecciosos como meningite, pneumonia e sepse. O risco de óbito nas primeiras 24 horas é alto.

Qual a maior preocupação que devemos ter quanto a essa doença?

A meningite meningocócica é especialmente preocupante pela rapidez com que os sintomas se instalam mesmo em pessoas previamente sadias e pelo risco elevado de complicações e de óbito.

Quais exames auxiliam no diagnóstico?

O exame de sangue pode indicar aumento no número de leucócitos, no caso do hemograma, é possível ver o aumento na concentração de PCR no sangue, sendo indicativo de infecção.

Já o exame de urina pode apresentar a presença de infecções, devido à visualização de bactérias e leucócitos na urina. Os dois exames são importantes para auxiliar no diagnóstico da doença.

Outro exame laboratorial é a cultura do liquor, conhecido como líquido cefalorraquidiano, que é o principal teste que faz o diagnóstico da meningite.

Já a tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser indicadas quando o médico suspeita de lesão cerebral ou de sequelas deixadas pela doença.