A compra de presentes para o Dia dos Namorados deve ajudar a aumentar as vendas, em junho, do segmento paulista de lojas de vestuário, tecidos e calçados. A projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é de um crescimento expressivo de 18,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Contudo, as vendas do conjunto de atividades tradicionalmente mais sensíveis à ocasião devem apontar queda de 2,3% no comparativo anual, evidenciando um Dia dos Namorados mais tímido em 2022.

HOSPEDAGEM E COMIDA
Geralmente, as comemorações noturnas em restaurantes, bares e hotéis/motéis são mais beneficiadas pelo Dia dos Namorados do que o consumo de presentes. A exceção é o setor de vestuário, hoje em evidência graças ao frio antecipado em São Paulo. O clima, aliás, deve contribuir para a alta, já que os preços médios das roupas de inverno são maiores do que a média geral destes produtos. Além disso, a variedade de opções e preços para presentes alcançam praticamente todos os perfis de renda.

MENOS LUCRO

Em menor escala, os segmentos que também devem lucrar com o Dia dos Namorados serão as farmácias e perfumarias (0,8%) e os supermercados (0,5%), já que muitos casais optam por comemorar a ocasião com um jantar caseiro especial. As vendas de eletrodomésticos e eletrônicos devem ter queda de 6,8%. As floriculturas também costumam ter desempenho positivo na data. Contudo, o impacto é menor no conjunto do faturamento do varejo.

CVM

A Câmara de Valores Mobiliários (CVM) tem novo presidente. Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, o advogado e economista João Pedro Nascimento foi nomeado e fica no cargo por cinco anos. Ele substituiu Marcelo Barbosa. A nomeação foi publicada no Diário Oficial e é uma das etapas do processo. O próximo passo antes de entrar efetivamente em exercício é a posse, que deve ocorrer em julho.

PRODUÇÃO DE VEÍCULOS

A produção de veículos cresceu 6,8% em maio na comparação com o mesmo mês de 2021, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (7) pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Foram fabricadas em maio deste ano 205,9 mil unidades, o que também representa um aumento de 10,7% em relação a abril.

ACUMULADO DO ANO

No acumulado de janeiro a maio foram produzidos 888,1 mil veículos, uma queda de 9,5% na comparação com os primeiros cinco meses de 2021. Segundo o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, as montadoras ainda enfrentam dificuldades para manter as linhas de produção com as faltas de componentes em todo o mundo. “O problema de semicondutores ainda persiste. Devagar a situação tem, não se normalizado, mas se tornado menos crítica. Mas ainda um grande desafio para as fábricas entregarem e manterem o nível de produção”, disse durante a apresentação dos dados.

VENDAS DE VEÍCULOS

As vendas de veículos novos tiveram uma ligeira queda, de 0,9%, em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram emplacadas em maio, 187,1 mil unidades. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, a comercialização de veículos registra retração de 17% em relação ao mesmo período de 2021, com a venda de 740 mil unidades. 08As vendas de automóveis e veículos comerciais leves teve queda de 2,4% em maio na comparação com o mesmo mês de 2021, com a comercialização de 152,8 mil unidades.

21% A MENOS

No acumulado de janeiro a maio, foram vendidas 596,6 mil unidades, 21,1% menos do que nos cinco primeiros meses do ano passado. A comercialização de caminhões registrou retração de 9,6% em maio em relação ao mesmo mês de 2021, com a venda de 10,4 mil unidades. No acumulado de janeiro a maio, as vendas têm queda de 1,5% em comparação com o mesmo período do ano passado, com a comercialização de 46,6 mil caminhões.

EXPORTAÇÕES E EMPREGO

As exportações de veículos tiveram alta de 24,6% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, com 46,1 mil unidades vendidas para o exterior. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, a alta nas exportações ficou em 19,4%, com a comercialização de 198,9 mil para outros países. A quantidade de pessoas empregadas na indústria de veículos registrou queda de 2,2% em maio em relação ao mesmo mês de 2021. Atualmente, as montadoras têm 101,8 mil trabalhadores.

FAMÍLIAS ENDIVIDADAS

A parcela de inadimplentes, aqueles que têm contas ou dívidas em atraso, chegou a 28,7% das famílias brasileiras em maio. É a oitava alta consecutiva do indicador, que vem crescendo desde outubro de 2021. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (CNC) e foram divulgados nesta terça-feira (7).E m abril, a inadimplência havia ficado em 28,6%. Em maio de 2021, o percentual era de 24,3%.

SEGUNDA MAIOR DO ANO

A parcela registrada em maio deste ano (28,7%) é a segunda maior taxa da pesquisa, iniciada em 2010, ficando atrás apenas da observada em janeiro daquele ano (29,1%). Já o percentual de famílias endividadas, ou seja, aquelas que têm dívidas (em atraso ou não), ficou em 77,4% em maio, abaixo dos 77,7% de abril, interrompendo três meses de altas. Mesmo com a queda, a taxa ainda é superior à de maio de 2021 (68%). As famílias que não terão condições de pagar suas contas em atraso também caiu, de 10,9% em abril para 10,8% em maio. Em maio de 2021, a taxa era de 10,5%.