DESLIGAMENTOS

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O vice-presidente financeiro do Banco do Brasil, Carlos André, disse para a imprensa, em teleconferência, que os planos de demissões voluntárias que estão em vigor vão reduzir os custos do BB em R$ 800 milhões no primeiro ano. Foram dois planos de redução de pessoal criados em janeiro, com o objetivo de diminuir 5 mil servidores do BB, o que foi alcançado. Além disso, está previsto o fechamento de 361 unidades de atendimento, sendo 112 agências em todo o país. Atualmente o BB tem 86.140 funcionários.

CARNAVAL/HOTÉIS

O cancelamento do carnaval por conta do avanço da Covid-19 é mais um duro golpe no setor hoteleiro, que busca reagir depois da fase mais aguda da pandemia. No carnaval do ano passado, os hotéis tinham 80% da ocupação, enquanto em 2021 este número ficará em 40%, segundo a Associação Brasileira de Hotéis (ABIH Nacional). No Rio de Janeiro, por exemplo, a ocupação hoteleira no carnaval de 2020 foi de 93%, enquanto neste ano deve chegar a, no máximo, 50%.

NEM PARA O CUSTO

O presidente da ABIH Nacional, Manoel Linhares, disse que a situação nos hotéis é muito preocupante, pois com a ocupação média atual, a maioria não está arrecadando nem para arcar com os custos operacionais. As companhias aéreas também foram afetadas pela segunda onda da Covid-19 e menos voos estão previstos para fevereiro em comparação com dezembro e janeiro.

RENNER

A rede varejista Renner divulgou análise sobre a retomada do varejo no Brasil neste início de ano. Segundo o estudo da rede, 2021 está tendo um começo difícil, com demora na recuperação das vendas, que já foram fracas em dezembro do ano passado. A Renner diz que sabe que 2021 será desafiador, mas está otimista de que possa haver uma recuperação. Mas a empresa pretende investir forte neste ano, chegando a desembolsar R$ 1,1 bilhão, com elevação de despesas operacionais e investimentos na área digital.

LOGÍSTICA

A empresa logística Rumo está otimista com o próprio desempenho no primeiro semestre de 2021. A Rumo fez teleconferência, na última sexta-feira, quando o presidente da empresa, Beto Abreu, conversou com analistas. A empresa que controla o transporte ferroviário em boa parte do país administra a Malha Central, concessão de parte da Ferrovia Norte-Sul. Neste ano a mercadoria que movimentará mais o trecho serão os grãos, mas para os próximos anos a perspectiva é de que também sejam transportados: açúcar, gasolina, diesel, biodiesel, etanol e bauxita.

AGRONEGÓCIO

O IBGE e a Conab fizeram estimativas sobre a produção de uma série de vegetais no Brasil para 2021. Soja e milho serão os produtos com maior crescimento de produção. Mas também estão com perspectiva de alta: arroz, laranja, batata, cacau e mandioca. Mas em compensação, outros terão queda, como: banana, algodão, café, cana de açúcar, tomate e trigo.

OVOS E LEITE

A estimativa do IBGE e da Conab avalia também a produção de carnes, ovos e leite no país. Os rebanhos de bovinos devem crescer em 2021, mas também crescerá a produção de frango. Já o rebanho de suínos deve ter uma pequena queda neste ano. A produção de leite vai crescer, mas a de ovos terá queda, segundo os estudos divulgados.

TRABALHO FORÇADO

Entidades internacionais condenam o uso de crianças em trabalhos forçados para o cultivo de cacau na Costa do Marfim, na África Ocidental, maior produtor mundial da base para os chocolates. Crianças do Mali, país vizinho ao produtor de cacau, estariam trabalhando na lavoura em benefício de diversas indústrias multinacionais, que incluem nomes como Nestlé, Cargill, Mondelez, Mars, Hershey, Olam e Barry Callebaut.

COMPROMISSO

Em 2001, essas mesmas empresas assinaram o Protocolo Harkin-Engle, no qual comprometeram-se com consumidores e reguladores a eliminar o trabalho infantil nos campos de produção de cacau até 2005, destacaram os advogados. No entanto, diz o documento, as companhias “concederam a si mesmas inúmeras extensões unilaterais de prazo e agora afirmam que até 2025 reduzirão em 70% sua dependência do trabalho infantil”.

COAMO

A maior cooperativa da América Latina, a Coamo, com sede em Campo Mourão (PR), divulgou seus números referentes a 2020, que foram bem melhores do que a previsão anterior. A Coamo teve um faturamento, no ano passado, de R$ 20 bilhões, que foi 43% superior a 2019. Segundo José Aroldo Gallassini, presidente do conselho da Coamo, os resultados foram garantidos pela farta colheita de grãos na safra passada (2019/20) e pelos preços elevados tanto de soja quanto de milho, carros-chefe da cooperativa, que conta com quase 30 mil associados espalhados por Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

GRÃOS

A Coamo conta com 111 unidades de recebimento de grãos nos três estados onde atua. Elas receberam em 2020 um total de 9,3 milhões de toneladas. Ao contrário de outras cooperativas, a maior parte dos grãos colhidos foi vendida no mercado interno, tendo na exportação uma fatia menor do faturamento. A Coamo programa investimentos em Campo Mourão, onde deve construir uma unidade de produção de etanol de milho e uma fábrica de rações.

FEIJÃO

Durante muitos anos, o feijão brasileiro ficou fora dos mercados internacionais. Primeiro porque o maior consumo nacional é o do feijão carioca, que só é consumido em larga escala em nosso país. De uns anos para cá, empresas começaram a ficar de olho nas demandas internacionais e o Brasil passou a plantar feijões consumidos pelo mundo, como azuki, mungo, rajado e caupi.

AUMENTO NA EXPORTAÇÃO

A exportação de feijão começou a acontecer e em 2020 houve um aumento nas vendas para o exterior de 6,8% em relação ao ano anterior. O Brasil produz 3,1 milhões de toneladas de feijão em três safras anuais, e o carioca responde por 70% do total.

SUCESSÃO PRESIDENCIAL

A menos de dois anos para as eleições presidenciais de 2022, analistas traçam um panorama atual para a sucessão do presidente Jair Bolsonaro. Não é mais segredo para ninguém que Bolsonaro quer só se manter no poder. Projetos de governo se limitam a bobagens como permitir a liberação de armas para a população. Em termos de educação, cultura e planejamento para o futuro, pouco ou quase nada pode ser aproveitado.

SEM ADVERSÁRIOS

Apesar da fraqueza do governo, em especial do próprio presidente, o caminho para uma reeleição se vislumbra como viável ou até provável. A esquerda não se organizou em nada desde que Fernando Haddad perdeu a eleição para Bolsonaro em 2018. Não são feitas conversas para uma coligação e os nomes mais fortes continuam sendo os mesmos de muitos anos: Lula, Haddad e Ciro Gomes. Apesar de Guilherme Boulos se apresentar como nome a ser considerado nesta lista.

DIREITA DIVIDIDA

Como se não bastasse a inoperância da esquerda, partidos de centro e direita – que seriam caminhos mais viáveis para tirar Bolsonaro do cargo – patinam em seus próprios erros e não articulam nomes fortes, alianças viáveis e um projeto alternativo de governo para o país. O governador paulista João Doria encontra problemas internos que começam a complicar sua candidatura. O ex-ministro Sérgio Moro e o apresentador Luciano Huck são sempre apontados como possíveis candidatos, mas não dão nenhum passo adiante para “engrossar” suas pretensões. Desta forma, se nada mudar, Bolsonaro tem tudo para levar a segunda eleição sem maiores percalços. Claro, falta um ano e oito meses para o pleito, mas o panorama atual é este.

CRÉDITO IMOBILIÁRIO

O crédito imobiliário bateu recordes em 2020 e deve repetir a dose em 2021. Com juros baixos e o surgimento de novas linhas de financiamento, a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) projeta alta de 27% na concessão de crédito para a casa própria este ano.

EM ALTA

Em 2020, foram R$ 124 bilhões de recursos da poupança financiando imóveis novos e usados, alta de 57% em relação ao ano anterior. A modalidade mais recente é a que tem correção atrelada ao rendimento da caderneta de poupança. A taxa para o comprador parte de 3,99% mais a variação da poupança. Mas é sempre importante estudar bem suas finanças antes de fazer o financiamento, pois a inadimplência pode ser um fator complicador desta compra.

DEPENDÊNCIA

Quanto mais sobem os números de produção de diversas commodities nacionais, mais aumenta a dependência do Brasil com a China. Enquanto o presidente Bolsonaro critica a China, mais os chineses compram produtos brasileiros. Com base nos números de 2020, a China compra 32,3% de toda a exportação brasileira. Há dois anos, as compras chinesas chegavam a 25% da produção nacional. Hoje a China compra quase toda a exportação brasileira de soja e de minério de ferro. Analistas estimam que o apetite chinês pelas commodities brasileiras deve aumentar em até 9% neste ano.

EUA CAINDO

Enquanto os chineses ganharam terreno nas vendas brasileiras ao exterior, no entanto, as exportações para os Estados Unidos caíram 27,6%, de US$ 29,7 bilhões em 2019 para US$ 21,5 bilhões em 2020, afetadas pelo tranco no comércio internacional durante a pandemia.