Desemprego no Brasil vai a 12,9% e apenas metade em idade de trabalhar estava ocupada no tri até maio

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O Brasil registrou o nível mais baixo de ocupação da série histórica no trimestre encerrado em maio, quando a pandemia de coronavírus deixou 12,7 milhões de desempregados e fez a taxa de desemprego disparar.

A pesquisa Pnad Contínua mostrou que a taxa de desemprego no Brasil saltou a 12,9% nos três meses até maio, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado mostrou forte avanço sobre a taxa de 12,6% entre fevereiro e abril e de 12,3% no mesmo período do ano passado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de uma alta para 13%.

“Esse crescimento agora é diferente do padrão de 2017 para cá. Era para essa taxa estar estável (se não fosse a pandemia), ou assumindo tendência de queda, mas teve alta significativa”, destacou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

O levantamento mostrou ainda que, pela primeira vez, menos da metade das pessoas em idade de trabalhar está ocupada, com esse percentual chegando a 49,5% no trimestre encerrado em maio, queda de cinco pontos percentuais em relação aos três meses encerrados em fevereiro.

De acordo com o IBGE, é o mais baixo nível da ocupação desde o início da pesquisa em 2012.

O mercado de trabalho mostrou nos três meses até maio perda de vagas generalizadas, como consequência das medidas de paralisação para contenção do coronavírus, com comércios e indústrias sendo mantidos fechados e as pessoas em isolamento social.

O contingente de desempregados no Brasil entre março e maio atingiu 12,710 milhões, de 12,343 milhões entre dezembro e fevereiro e 12,984 milhões no mesmo período do ano passado.

Isso significa mais 368 mil pessoas à procura de trabalho em relação no trimestre até maio em relação aos três meses anteriores período anterior.

Fonte: Reuters