Desafios das mulheres empreendedoras. O cenário é positivo

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O cenário, apesar de ser  positivo, ainda é necessário mudanças

Empreendedora, estilista e mãe, Anne Garcia faz parte do grupo de 9,3 milhões de brasileiras que estão à frente do próprio negócio, de acordo com estudo do  IBGE . Mesmo neste período de instabilidade econômica, o empreendedorismo feminino cresce a cada ano. Segundo pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), hoje são 24 milhões de mulheres no mundo, frente a 28 milhões de homens, sendo o Brasil, o sétimo país com o maior número de mulheres empreendedoras.

Apesar das dificuldades enfrentadas pela pandemia de Covid-19, Anne faz um balanço positivo dos empreendimentos em 2020. “No início do ano houveram alguns contratempos, mas com calma tudo foi tomando forma. A minha carreira de um lado paralisou, e do outro está decolando. Esse ano foi bastante turbulento, mas isso só me fez aprender e crescer, como mãe e empresária”, afirma.

Como estilista, Anne nunca para de criar, sempre tem em mente algumas coleções. Porém, se viu estagnada durante um período deste ano devido às importações de matérias-primas do exterior, pelas dificuldades de logística e atrasos dos produtos com a pandemia.

O lado que está decolando é a produtora Evooz Music, a qual Anne é sócia, e foi lançada em dezembro. Em 2021, há uma expectativa de 200% de crescimento. “A cada dia bate na nossa porta MCs novos e cheios de talento”, relata Anne. Somente em 2019, a produtora teve um investimento de R﹩ 10 milhões.

Empreendedorismo está na alma da Anne, morou mais de 15 anos na Itália, onde se aperfeiçoou na área de moda e possui uma produtora de filmes. No Brasil, além da produtora musical, está à frente das marcas Siciliano e Anne Garcia e investe no ramo imobiliário e agronegócios.

A empresária relata as dificuldades enfrentadas ao longo da carreira por ser mulher e jovem. “No início foi muito complicado, por ser muito nova as pessoas não davam credibilidade. Além disso, nesta época havia ideias brilhantes, mas com poucos recursos. Era bastante difícil encontrar alguém que pudesse investir nas minhas ideias, na verdade foi impossível. Tive que fazer sozinha com muita paciência. Quando estava na Europa sofri preconceito por ser brasileira, e ainda sofro por atuar em áreas de trabalho masculino, como de investimentos”.

Royal Face espera crescer 430% em 2021

Andrezza Fusaro :  “nos unimos, superamos, investimos em infraestrutura, tecnologia e educação continuada”

A Royal Face, fundada em Curitiba,  finaliza o ano com números bem positivos e entra em 2021 focada no seu plano de expansão para todo o Brasil. Fundada em Curitiba em 2015, a Royal Face integra a Associação Brasileira de Franchising (ABF) e atua desde 2018 no sistema de franquias com três modelos de negócios: Slim, Standard e Premium. A Royal Face espera investir mais de R$40 milhões, inaugurar mais 172 unidades, com o crescimento orgânico em torno de 430% em faturamento e com isso gerar mais de 1.000 empregos diretos em todo o País.

“Mesmo em um ano com tantos obstáculos, nós nos unimos, superamos, investimos em infraestrutura, tecnologia e educação continuada, fizemos um trabalho direto com os franqueados e mantivemos o nosso plano de expansão. O período de enfrentamento da pandemia vivido em 2020 foi uma oportunidade aos nossos interessados para realizar um investimento em um negócio de sucesso como a “, comenta a sócia-fundadora da rede Andrezza Fusaro.

Cartilha orienta refugiados e imigrantes

Michele Hastreiter: “documento atualiza as informações da primeira versão da cartilha”

O Brasil tem mais de 43 mil pessoas vivendo oficialmente como refugiadas e outros milhares de pedidos aguardando análise – um número sete vezes maior do que o registrado em dezembro de 2019. Para ajudar essa população com informações sobre seus direitos, o Núcleo de Migrações do Laboratório de Relações Internacionais (Labri) do Unicuritiba lançou a segunda edição da cartilha “Direitos dos Imigrantes e Refugiados em Tempos de Covid-19”. A supervisora do Núcleo de Migrações e professora de Direito Internacional Público e Privado do Unicuritiba, Michele Hastreiter, explica que o documento atualiza as informações da primeira versão da cartilha – lançada em julho – sobre o funcionamento de serviços emergenciais, de ONGs e da Polícia Federal durante este período de isolamento social.

“A cartilha também traz informações sobre a abertura e o fechamento de fronteiras durante a pandemia, mecanismos de combate e enfrentamento à xenofobia e orientações específicas para facilitar o acesso de imigrantes a serviços bancários”, diz. Editado em seis idiomas (português, inglês, espanhol, francês, árabe e língua crioula haitiana), o material está disponível para download gratuito em https://internacionalizese.blogspot.com/2020/12/acontece-no-unicuritiba-laboratorio-de.html

Empresários paranaenses estão otimistas

Isabella Fracesquini Slompo: “‘‘É notável o esforço da economia para que definitivamente aconteça a retomada do crescimento”

As expectativas para 2021 são positivas por conta da esperança pelos resultados de imunização da população contra a covid-19. No mercado, essa expectativa também é alta. Sondagem realizada em dezembro pela Amcham Curitiba (Câmara Americana de Comércio), com 29 líderes paranaenses de diversos segmentos, demonstra que 93,11% (29) deles estão otimistas com o mercado e a economia para 2021. Já 6,89% (2) dos entrevistados estão esperançosos, mas cautelosos. Não houve respostas negativas sobre as expectativas para o próximo ano.

‘‘É notável o esforço da economia para que definitivamente aconteça a retomada do crescimento perante o ano vivido em 2020. O otimismo dos empresários é um reflexo deste esforço que as empresas têm feito para manter seus serviços e produtos’’, diz a coordenadora regional da Amcham Curitiba, Isabella Fracesquini Slompo.

Brincar contribui para o desenvolvimento

Especialista dá dicas de como promover a brincadeira no verão, atividade essencial de expressão da infância “A brincadeira é uma maneira de explorar os sentimentos e as emoções de bebês e crianças em suas infâncias. Diante de tantas mudanças desse ano, aproveitar as férias para brincar é uma garantia de desenvolvimento e bem-estar físico e emocional”, explica Sheila Pomilho, diretora do Marista Escola Social Irmão Justino.

As brincadeiras sempre foram um momento importante de fortalecimento de vínculos entre adultos e crianças e convivência social, seja em casa, na escola ou em outros espaços. Porém, com a pandemia, esse cenário se modificou e exige a presença ainda mais efetiva dos adultos. “No período de férias, a criança gosta de estar com a mente livre, de poder interagir com os objetos, criar suas próprias histórias e lembranças. Diante do novo cenário, é uma oportunidade para os pais e famílias fortalecerem o vínculo”, reforça Sheila.