Luiz Inácio Lula da Silva, Ney Aminthas de Barros Braga e o Cardeal Dom Paulo Evariso Arns.
Luiz Inácio Lula da Silva, Ney Aminthas de Barros Braga e o Cardeal Dom Paulo Evariso Arns.

Lula não deve temer eventuais anátemas de igrejas pentecostais, tal a desenvoltura com que, falando, na semana passada, a grupo de sindicalistas ligados à CUT e ao PT, fez duras críticas a igrejas neopentecostais.

Começou por dissecar – com seu linguajar típico, descomprometido com fidelidade, no caso, a aspectos teológicos: “Para os pentecostais, tudo é coisa do diabo”, disse, acrescentando que “o diabo é culpado por tudo, por se ter ou não dinheiro, pela saúde e a doença…”

Arrancou gargalhadas da plateia, da qual não se ouviu uma voz de contestação ao chefe supremo do petismo. Embora Lula, quando candidato e depois como presidente, muitas vezes tenha se socorrido do apoio de neopentecostais para seus projetos políticos. Tem até um irmão – chamado de “frei Chico”-, que pertence a uma denominação pentecostal.

Segundo o relato de jornais paulistas, foi ampla e longa a crítica de Luiz Inácio aos neopentecostais, o que, de certa forma, atinge diretamente um dos líderes religiosos mais paparicados pelos políticos atuais, caso de Edir Macedo, da Igreja Universal.

2 – COM GETÚLIO VARGAS

Getúlio Vargas, embora ateu (pelo menos nos primeiros anos como presidente e ditador), sempre tratou de cultivar, com o maior cuidado, suas relações com o mundo católico. Naqueles dias a hegemonia católica no Brasil era incontestável. E a palavra da “Santa Madre” poderia coroar ou decretar o fim de carreiras e projetos políticos. Com o passar dos anos, o grande amigo e conselheiro de Getúlio foi mesmo o cardeal Leme, do Rio. Chegou a estar ao lado dele nos dias finais de seu governo.

Há documentos que indicam Getúlio como temente a Deus, nos últimos anos de vida.

3 – CONTRA O JOGO

Eurico Gaspar Dutra, que sucedeu Getúlio, foi um presidente opaco. Mas temia e tremia diante das vontades da Igreja Católica, realidade ampliada pelas sugestões de sua mulher, dona Santinha, uma carola exemplar. Dela, por vontade da Igreja, veio o veto que até agora existe no país contra jogos em cassinos. Há farta literatura sobre a presença de primeiras damas ao lado de presidente e governadores, influenciando-os a seguirem orientações religiosas.

4 – DONA LEONOR

Foi o caso, por exemplo, de dona Leonor Mendes de Barros, mulher de Adhemar der Barros, governador de São Paulo. Ela se pautava pelos ditames da Igreja Católica, amplamente. Dizem fontes bem informadas que o antigo convento jesuíta de Itaici, de São Paulo, por anos sede da CNBB, foi por ela patrocinado. Teriam entrado recursos públicos na obra, insinuaram sempre fontes da área…

5 – COM FIGUEIREDO

No Governo João Figueiredo, com a redemocratização do Brasil já a caminho, o general presidente contemplou dois braços religiosos importantes. “Figueiredo acendeu velas para os dois”, observa-me um historiador da PUCPR, recordando: “Ele criou o feriado da Padroeira, dia 12 de outubro, dedicado a Nossa Senhora Aparecida, e concedeu, logo em seguida, concessão de televisão (TV Rio) para o pastor batista Nilson Amaral Fanini”.

As igrejas batistas, naqueles dias, eram as mais representativas do protestantismo, afora a Assembleia de Deus.

Naqueles dias, ministros protestantes com concessão de televisão não existiam.

6 – CATÓLICO “CAÓTICO”

Não se tem conhecimento que Lula tenha replicado ao então cardeal do Rio de Janeiro, Oscar Scheidt, que o classificou de “católico caótico”, ao ser entrevistado em Roma – onde o então presidente fora para as exéquias de João Paulo II.

A inabilidade do cardeal foi condenável. Lula ficou quieto, talvez porque ele reconhecesse que deve à Igreja Católica, e a líderes como o depois cardeal Cláudio Humes e o ao cardeal Paulo Evaristo, boa parte do impulso que o fez um líder nacional.

Mas um dos mais fortes exemplos de ligação do mundo sagrado com os domínios espirituais deu-se na campanha de Ney Braga ao governo do Paraná, em 1960. A Liga Eleitoral Católica, poderosa, o apoiou e todos os batalhões do então arcebispo de Curitiba, dom Manuel da Silveira D’Elboux.

Esse assunto, a LEC, no Paraná, é o tema do livro “Religião e Política”, de Renato Augusto Carneiro Junior, diretor do Museu Paranaense, que será personagem de Vozes do Paraná 7.

No momento, um dos evangélicos mais visados – amado e contestados com iguais intensidades – é Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados. Ele era membro da Igreja Sara Nossa Terra, do bispo Rodovalho.

No ano passado, mudou-se de armas e bagagem para a Assembleia de Deus, a mais importante igreja protestante do país. Talvez, como dizem seus rivais, “por uma questão de espaço eleitoral”. Sem preocupações teológicas.


 

BOLÃO DO “MELHOR CONTO”

Eloi Zanetti
Eloi Zanetti

Eloi Zanetti, homem de marketing, escritor, publicitário, dá seu palpite para o bolão “o melhor conto”, lançado pela coluna: “Sempre soube que o melhor conto brasileiro é o “Piá, sofre, não sofre? De Mario de Andrade. Aprendi isto na Escola de Escrita Criativa em São Paulo.”

 


JAIR MENDES: NOVOS DESENHOS

Constantino Viaro
Constantino Viaro

Museu Guido Viaro abre no dia 28, quinta-feira, às 19 horas, a exposição Novos Desenhos do artista Vicente Jair Mendes. A exposição com 32 desenhos realizados entre 2014 e 2015 e vinte desenhos realizados em 1981 para o filme “Cerco da Lapa”, de Valêncio Xavier.

O professor e crítico Fernando Bini afirma: “Jair Mendes sempre se recusou a aderir a abstração informal, certamente não por comodismo de estar integrado nas correntes figurativas, mas por sua ideologia em relação ao seu próprio trabalho plástico. ”

Constantino Viaro, um espírito de mecenas, abriu espaço físico em seu museu – o Guido Viaro – para que o artista de tamanha dimensão, como Jair, não deixasse de produzir. Lá o pintor tem seu atelier.

 


 

 

GENTE DA CLUBE PARANAENSE

Caro Aroldo,

Ernani Buchmann, Carlos Marassi e Airton Cordeiro
Ernani Buchmann, Carlos Marassi e Airton Cordeiro

Hoje (21, quinta) Luiz Renato Ribas e Renato Mazanek lançam os DVDs do projeto Memória Paraná, no Clube Curitibano.

São mais de 50 nomes, principalmente do rádio, TV, jornalismo e publicidade.

Curiosidade: 10 dos perfilados faziam parte da equipe da Rádio Clube Paranaense em 1971:

Mazanek, Airton Cordeiro, Marcus Aurélio de Castro, Carneiro Neto, Jota Pedro, Luiz Augusto Xavier, Dias Lopes, Ali Chain, Carlos Marassi e Ernani Buchmann.

Pela ordem, nove cobrões e um bagrinho.

Grande abraço,

ERNANI BUCHMANN, Curitiba

—————

O POEMA DE DALTON

Caro Aroldo:

Idalina Bueno de Magalhães
Idalina Bueno de Magalhães

Em 2000 dona Idalina Bueno de Magalhães publicou “ESCRITOS Minha Gente”, Edição da autora; na página 27 transcreve “Cantos”, poema de seis linhas manuscritas da lavra do jovem Dalton Trevisan; o poema é de 1948:

Aqueles lábios, lábios admiráveis,

Que tão perto de mim já colocáveis

Com que fé e calor os desejei.

Eram tão puros, garanto, tão divinos

Que sem ser poeta, fiz também meus hinos àqueles lábios – oh! – que não beijei!”

CARLOS ALBERTO PESSOA (NÊGO PESSOA), Curitiba.

 

——————

INCLUSÃO NA UNINTER

Envio-lhes o link com a matéria da RIC TV gravada na semana passada, no SIANEE UNINTER.

Foi ao ar em 21 de maio, pela manhã no jornal Paraná no Ar.

LEOMAR MARCHESINI, Curitiba

http://pr.ricmais.com.br/parana-no-ar/videos/jovens-dao-exemplo-de-determinacao-e-forca/


 

OUVINDO ACADÊMICOS

Cultura Paranaense é o tema do programa “Nossa História” que irá ao ar no domingo, 24, 9:00 horas da manhã pela rádio E-Paraná Am 630.

Desta vez Zélia Sell entrevista os representantes de Academias, Institutos e Centros de Cultura, o Desembargador Luiz Renato Pedroso, Manoel Moscalewski, Paulo Roberto Karam e Ernani Straube (por telefone).

Eles contam o que fazem pela nossa cultura e destacam vultos históricos esquecidos como Domingos Virgílio do Nascimento, e sua extensa obra paranista.

Para ouvir “Nossa História” pela internet acesse: www.e-parana.pr.gov.br, e clique em “Rádio Am 630 ao vivo”, no horário do programa.

Para ouvir os programas anteriores, clique na mesma página em “Podcast das Rádios” e procure com a barra lateral “Acervo Rádio Am 630 ” e “Programa Nossa História”.