Campo Largo – RMC. Foto: divulgação

Alexandre Schlegel

Transformando o discurso da preservação em ações reais de conservação do meio ambiente. Como outras pesquisas socioeconômica, o diagnóstico socioterritorial da Região Metropolitana de Curitiba – RMC é uma forma de conhecimento, descrição, análise e compreensão da realidade. São possíveis ações mais efetivas baseados em uma maior aproximação com a realidade e a vida cotidiana das pessoas, principalmente no município bem como na região metropolitana que é composta por 29 municípios, área territorial de aproximadamente 16 mil km, 3.7 milhões de habitantes estimativa IBGE/2021.

Produzir um conhecimento estratégico voltado à ação e intervenção. Tendo como foco evidenciar dinâmicas, peculiaridades e movimentos dos territórios e das pessoas que ali vivem. Gerar política de gestão, procurando entender a realidade e obter uma compreensão lógica que propicie as ações possíveis, e que sejam além dos interesses políticos partidários.

Compartilhar o conhecimento de Guarulhos para com a Região Metropolitana de Curitiba – RMC um caminho possível. No município de Fazenda Rio Grande – FRG, que é um município que integra a RMC. No último dia 25/06/2022, ocorreu um deslizamento de um talude e fez com que uma camada de 50 metros de lixo soterrasse o operário que fazia a compactação do lixo, usando uma retroescavadeira, o que lamentamos.

O pior enterrar as sobras de uma sociedade que não encontrou a sua própria moralidade com relação aos RSD e muito menos à responsabilidade ambiental. Esta é a verdadeira democracia na condução e destinação dos resíduos a centralização como solução, infelizmente. Esta solução é no plano temporal, na ação irremediável, para com a vida e a comunidade socioterritorial.

Na cidade de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Compartilhando o conhecimento do Dr. Márcio Magera da Conceição, estimado amigo, que desenvolveu o programa Verdes – Viabilidade Econômica da Reciclagem de Resíduos Sólidos: Versão 1.5, ano 2007. Campinas: Unicamp, 2005. Disponível em: https://plataformaintegrada.mec.gov.br/recurso/16617Acesso em:04jun. 2022.

 Temos em comum mudar a realidade no qual somo imersos, e que nos levam a conclusão que é possível realizar um destino correto dos Resíduos Sólidos Domésticos (RSD) gerados no município, visto que o orçamento municipal e dados de desenvolvimento econômico e social de Guarulhos, parecem iguais a cidades com gestão de governança coorporativa, tais como Curitiba-PR, Madri-Espanha, Paris-França. Segundo os dados positivos para o levantamento dos dados econômicos e de geração dos RSD, a cidade de Guarulhos gera por dia 1,120mil toneladas de resíduos sólidos domésticos, ou seja, 0,8 quilos por habitante, um potencial anual de R$ 613.477.969,00, quando se aplica a logística reversa, utilizando o programa VERDES, parte destes  valores poderiam voltar aos cofres públicos. Mas, como é visto nesta análise, a cidade perde 380 milhões de reais por ano, por não adotar uma  política de gestão de resíduos que aproveite o total da sua  geração, mesmo  assim, ainda gera 15.865empregos de um salário-mínimo por  ano  com a reciclagem  dos resíduos urbanos já implantada na cidade de maneira formal/informa. Acessem:

https://doi.org/10.47820/recima21.v3i6.1609

O problema dos resíduos se insere na perspectiva dos sistemas complexos, um dos princípios para aplicar (ou não) a inovação é o de pensar nos extremos. Assim, uma das formas é o da idealidade da solução. Toda idealidade, porém, gera uma contradição técnica, sociológica e econômica.

A nossa sociedade de consumo, cada vez maior e a produção de materiais que são descartados diariamente. Continuaremos com este tema.

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