A inflação pelo Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) triplicou em agosto, ainda pressionada pelos custos de alimentos in natura, que enfrentam problemas de oferta doméstica e externa.

A inflação pelo Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) triplicou em agosto, ainda pressionada pelos custos de alimentos in natura, que enfrentam problemas de oferta doméstica e externa.

O indicador subiu para 0,64% em agosto, seguindo a alta de 0,22% em julho, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ontem. O Índice de Preços por Atacado (IPA) avançou 0,83% neste mês, depois da alta de 0,10% em julho.

O IPA agrícola subiu 2,64%, ante avanço de 0,93% anterior. O IPA industrial também acelerou, mostrando variação positiva de 0,25% em agosto, ante queda de 0,16% em julho.

As maiores altas individuais de preços no atacado vieram da parte agrícola: bovinos (+7,15%), leite in natura (+8,35%) e aves (+8,92%). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,28% no mês, depois da alta de 0,40% no anterior.

Embora os custos do grupo alimentação no varejo tenham acelerado a alta, para 1,22% em agosto contra 1,05% em julho, os preços de habitação, vestuário e transportes recuaram.

As principais baixas de preços individuais no varejo foram energia elétrica (-3,43%), cebola (-22,62%), mamão papaia (-11,19%), gasolina (-0,95%) e álcool combustível (-5,74%).

A energia elétrica teve um reajuste negativo em São Paulo em julho, enquanto os combustíveis estão refletindo a boa oferta da cana-de-açúcar.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,29%, ante ganho de 0,56% no mês passado.

A desaceleração deveu-se à menor alta dos custos de mão-de-obra (0,24% em agosto, ante 0,75% no mês anterior), após os dissídios salariais das categorias.

O IGP-10 foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.