Foto: Luiz Costa /SMCS

Com o reforço da Família Folhas em sua versão 2022, Curitiba mostra que sustentabilidade é dever de todo dia e se mantém firme com o título de Capital Ecológica. São projetos e programas locais que se complementam com um objetivo maior: ajudar o planeta a conter o avanço da temperatura.

“Nossa capital une planejamento e ações concretas para continuar sendo um exemplo para a qualidade do Meio Ambiente”, diz o prefeito Rafael Greca neste domingo (5/6), Dia Mundial do Meio Ambiente. “Da Pirâmide Solar do Caximba à volta da Família Folhas, atuamos de forma efetiva para garantir um futuro melhor para o planeta”, completa.

Um dos exemplos desse posicionamento é o Plano Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas de Curitiba (PlanClima), lançado no fim de 2020, resultado de estudos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). O documento estabelece as diretrizes da cidade no setor.

O material contou com o apoio da Rede C40 de Grandes Cidades para Liderança do Clima – grupo que reúne cidades como Nova Iorque, Paris, Barcelona, Amsterdã, Yokohama e Estocolmo.

O objetivo das ações é tornar a cidade neutra em carbono, adaptada às mudanças climáticas e resiliente até 2050, alinhando-a às metas internacionais de enfrentamento do aquecimento global. A principal delas, do Acordo de Paris, é de conter o aumento da temperatura média global no limite dos 2°C, com esforços para que o aquecimento se estabilize em torno de 1,5°C.

A mais recente ação da Prefeitura foi o início das obras para instalação da Pirâmide Solar do Caximba, que vai transformar o aterro sanitário desativado em usina de geração de energia solar.

E como Curitiba faz isso?

Cuidado com os rios e o plantio de árvores 
Amigo dos Rios e o 100 Mil Árvores são exemplos de programas que promovem melhorias ambientais com a participação da população. Enquanto um promove despoluição de rios com Educação Ambiental, ações de limpeza e obras, outro incentiva a recomposição da arborização urbana e de bosques nativos.

Investimento e o incentivo ao uso de energias renováveis
A Pirâmide Solar do Caximba é o mais recente empreendimento do Curitiba Mais Energia, que visa não apenas trazer mais economia, como incentivar o uso de novas energias e a redução das emissões de gases do efeito estufa, que causam o desequilíbrio da temperatura global. Fazem parte do programa, ainda, a implantação de painéis fotovoltaicos no Palácio 29 de Março, na Galeria das Quatro Estações do Jardim Botânico e no Salão de Atos do Parque Barigui. Há projetos, ainda, para instalação em três terminais de ônibus e na rodoferroviária. Além da CGH Nicolau Klüppel, que gera energia na queda d’água do Parque Barigui.

Bairro Novo do Caximba
Com o financiamento de US$ 57 milhões da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), aborda principalmente a questão de adaptação e do aumento da resiliência urbana, com ações de relocação de famílias de áreas de risco, implantação de um dique para a contenção de cheias, reestruturação urbana e a construção de um parque linear.

Investimento em mobilidade urbana
A melhoria da infraestrutura de calçadas e a cicloviária para promover a mobilidade ativa e a modernização da linha Inter 2 e do BRT Leste-Oeste também são exemplos de projetos que reforçam a importância da redução de emissões de GEE (gases de efeito estufa) provenientes dos combustíveis fósseis.

Agricultura Urbana
Implantação de hortas comunitárias e da Fazenda Urbana, com seus respectivos Jardins de Mel, garantindo a população de abelhas sem ferrão para aumentar a polinização na cidade. Além de garantir alimentação de qualidade, reforça a infraestrutura verde da cidade com cultivos naturais.

Mais água para a população 
Projeto busca ampliar a capacidade de reserva de água para o consumo da população, tanto por meio da implantação de caixas d’água em comunidades que sofrem com os problemas do abastecimento, bem como por meio da reserva hídrica ao longo das áreas das cavas do Rio Iguaçu.

Com SMCS