Capital do estado do Paraná, Curitiba é a cidade com registro do maior Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do país, com variação em abril de 1,46%, resultado 0,75 ponto percentual superior à média nacional, que alcançou 0,71%.

Os dados foram divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Eles indicam que, no ano, Curitiba acumula alta de 5,59%, também a maior do país. Em 12 meses, a alta chegou a 9,28%, a segunda maior. No período, a capital paranaense ficou atrás apenas do Rio de Janeiro, que, nos últimos 12 meses, registrou IPCA acumulado de 9,53%.

Os dados do IBGE revelam que a segunda menor alta do IPCA de abril deste ano foi registrada em Belém, onde a inflação ficou em 0,89%. Na sequência, Brasília (0,89%) e Rio de Janeiro (0,81%). Em São Paulo, a capital econômica mais importante do país, a inflação ficou em 0,58%. Salvador registrou o menor IPCA do Brasil, com alta de 0,50%.

MÉDIA NACIONAL

A média nacional do IPCA apresentou variação de 0,71%, registrando desaceleração de 0,61 ponto percentual abaixo da taxa de março (1,32%), segundo o IBGE.

O IPCA, que serve de referência para verificar se a meta estabelecida para a inflação está sendo cumprida, registrou em abril o menor índice mensal deste ano.

De janeiro a abril, a taxa acumulada pelo IPCA é 4,56%, a maior taxa para o primeiro quadrimestre desde 2003, quando registrou 6,15%. Em igual período do ano anterior, a taxa era 2,86%. O índice acumulado nos últimos doze meses (8,17%) foi um pouco maior do que nos 12 meses imediatamente anteriores (8,13%). Em abril de 2014, a taxa ficou em 0,67%.

Na avaliação do IBGE, o IPCA mostrou que os preços subiram, em média, menos do que em março, levando-se em conta, principalmente, a energia elétrica. “Esse item, de grande importância no orçamento das famílias, teve variação de 1,31% em abril, mais moderada em comparação ao expressivo aumento de 22,08% apropriado no mês anterior”, informou a instituição.

Em março, o aumento de energia elétrica refletiu a revisão das tarifas em todas as regiões pesquisadas, ocorrendo aumentos extras a partir do dia 2, fora do reajuste anual. Houve também, de acordo com o IBGE, no terceiro mês de 2015, alta de 83,33% sobre o valor da bandeira tarifária vigente.

O IPCA, calculado pelo IBGE desde 1980, refere-se às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Para o cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 28 de março a 29 de abril de 2015, com os preços vigentes no período de 28 de fevereiro a 27 de março de 2015.