Cultura indígena ganha passarela virtual

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Trajes e adornos, como os apresentados por Hukena Yawanawá, pinturas corporais, rituais, cantos, filmes, danças e telas, belas como as de Jaider Esbell, ganham visibilidade no festival rec.tyty, de 17 a 25 de abril, através de plataforma virtual. Antes de mais nada a explicação sobre o nome do evento: ‘rec’ vem de record das máquinas de imagens, como também de recordar, no sentido da memória, e a palavra guarani ‘tyty’ (tã tã), remete tanto ao batimento cardíaco, quanto à pulsação dos afetos, à vida em seu movimento, descreve o cineasta indígena Carlos Papá Guarani.

Portanto, o festival é uma ode à cultura indígena brasileira, do corpo à alma, com curadoria de Ailton Krenak, Cristine Takuá, Carlos Papá, Naine Terena e Sandra Benites e direção artística de Anna Dantes. E é uma realização do Instituto Maracá, fundado pelos curadores e que leva o nome do instrumento tocado por mais de 200 povos indígenas no Brasil, com objetivo de contribuir para a construção de uma sociedade mais inclusiva.

Ampla, a mostra abre espaço para que essas nações possam narrar e representar a própria história, mantendo vivas as heranças e tradições culturais. Ao lado das obras visuais, sonoras, cinematográficas e fotográficas, o festival agenda um ciclo de conversas e a primeira etapa das oficinas artísticas do projeto Nhe’ẽry, que promove a recriação de mapas da cidade e do litoral de São Paulo, a partir da perspectiva e da língua do povo Mbya-Guarani.

Para os organizadores, “o festival virtual representa a oportunidade de seguir com o fortalecimento da cultura indígena, nos circuitos artísticos e de produção de conhecimento, como medida de enfrentamento prático ao isolamento físico que tanto afeta nossas dinâmicas afetivas e sociais”.

Confira: de 17 a 25 de abril no canal de Youtube do Selvagem Ciclo de Estudos sobre a Vida,  Instagram/Facebook do Instituto Maracá e salas de videoconferência do Zoom. A galeria virtual fica aberta até 30 de maio, no site do festival.

Renato Gave assina camisetas com a Tudu

Artista que já tem marcas como Dior, Levi´s e Vans em seu portfólio, o artista paulistano Renato Gave faz parceria com a Tutu e assina coleção de camisetas e canecas em lançamento neste mês.  Suas ilustrações são críticas mas divertidas.

“A Tudu surgiu com o objetivo de transformar a maneira de vender camisetas e outros itens estampados sob demanda, como forma de desafiar o atual status da produção em massa. Esse é um valor muito importante pra gente e ter pessoas como o Renato Gave acreditando nessa ideia, mostra todo potencial desse modelo. Atuamos dentro de um processo sustentável de venda, que valoriza o artista que quer lançar sua própria coleção e também o cliente final”, diz Fabio Zausner, executivo da retail tech criada em 2020 e já está entre as três brasileiras mais inovadoras no ranking da Startup Pill, que lista as melhores startups de vestuário do mundo.

Pandemia atrapalha salão calçadista

A edição deste ano do  SICC – Salão Internacional do Couro e do Calçado foi transferida para maio de 2022, devido ao cenário assustador de casos de covid 19 no país. Mas mantém em Gramado-RS, de 16 a 18 de novembro, a edição presencial da Zero Grau – Feira de Calçados e Acessórios.

“Em consenso com as lideranças do setor de calçados decidimos transferir o SICC para o próximo ano por dois motivos:  tentar conter qualquer impacto negativo que um evento presencial possa causar nos diversos segmentos de uma cadeia industrial neste momento e pela atual situação econômica que ainda está travada em nosso segmento”, diz Frederico Pletsch, diretor da Merkator Feiras e Eventos, promotora do salão.

O próximo SICC vai ocorrer em 23, 24 e 25 de maio de 2022, no Centro de Eventos do Serra Park, em Gramado, apresentando os lançamentos das coleções primavera/verão de 2022 e 2023. “Sempre nos empenhamos para oferecer o melhor, montar um palco profissional, confortável e aconchegante, a fim de possibilitar a integração das pessoas que estão dentro das nossas feiras, onde possam realizar negócios e, consequentemente, movimentar economicamente suas empresas. Por isto, entendemos que a edição deste ano tinha que ser transferida, pois, nesta hora, temos que ser empáticos, parceiros e estar ao lado do setor, ouvindo suas dores e atendendo suas necessidades”, observa Frederico Pletsch.