Cristiane Lissoni: Inovação com meios digitais para superar a crise

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Cristiane Lissoni: “A mulher vem se destacando cada vez mais no mercado de trabalho”.

A produtora de eventos e empresária Cristiane Lissoni, concedeu entrevista para a Coluna BUSINESS WOMAN, quando comentou  como está  fazendo para superar as dificuldades que o segmento de eventos enfrenta devido  pandemia.   Ela nasceu em Maringá, se mudando para Curitiba em 1978 com sua família onde  concluiu  estudos na PUC/PR. Em 1983 a família iniciou a empresa Mili S.A, onde trabalhou no setor de importação até criar seu próprio negócio, a Zoli Eventos.

Cristiane Lissoni, uma vez que já tinha experiência  com a produção de  todos os eventos corporativos da empresa que trabalhava, de seus amigos e familiares, uniu sua capacidade de criação, organização  e principalmente experiência para hoje liderar uma  empresa que está fazendo o maior sucesso no segmento de festas.

Acompanhe a entrevista de Cristiane Lissoni, ou simplesmente Cris, como é bastante conhecida na área.

BUSINESS WOMAN -O segmento de evento também foi muito atingido em consequência da pandemia. Como sua empresa inovou nesta situação?.

CRIS LISSONI- Quando houve  o fechamento geral e a proibição de realizar qualquer evento para conter uma pandemia em 2020,  e sabendo que o segmento seria bastante atingido, principalmente para aquelas empresas ou profissionais que dependiam financeiramente de prestação  de serviço exclusiva  deste setor, resolvi me juntar ao mundo digital e desenvolvemos encontros quase que diários  com empresários, profissionais liberais, autônomos de forma on-line,  para, de certa forma criar relacionamentos, trocar ideias, possibilitar novas alternativas de negócios. Assim,   tudo virou um grande evento chamado “Zoli e Parcerias”.  A Zoli não ficou parada.   Foi aperfeiçoando os encontros on-line, possibilitando  trazer  aos participantes, palestras, jantares, encontros casuais de entretenimento, cursos, e ao longo do ano simplesmente fechando com um grupo com mais de 600 participantes.

BUSINESS WOMAN – Quais as são as atividades paralelas de sua empresa, além da produção de eventos?

CRIS LISSONI – Produção de eventos é o objetivo principal, principalmente eventos corporativos como, organizações de congressos, reuniões,  cursos, lançamentos de produtos e tantos outros que se encaixam de formas diferentes dentro desta categoria, mas desenvolve também  eventos sociais como aniversários, casamentos, jantares além de produções para shows musicais.

BUSINESS WOMAN – Participa de alguma entidade de classe? Em caso positivo qual é a importância?

CRIS LISSONI  –Sim, a Zoli participa de inúmeros grupos de cunho empresarial, sejam eles  femininos, ecléticos e outros,  que possibilitam  uma troca de experiência e  de muito relacionamento humano. Estas participações   possibilitam  criar vínculos, fazer parcerias e desenvolver muitos negócios.

BUSINESS WOMAN – Em sua opinião qual é a importância da mulher empreendedora atualmente?

CRIS LISSONI  – A mulher vem se destacando cada vez mais  no mercado de trabalho.  Vejo nelas  possibilidades de criar vínculos mais  maleáveis trazendo  para o mundo empresarial uma sensibilidade mais apurada que muitos homens  ainda não possuem.

BUSINESS WOMAN – Qual sua expectativa para o ano de 2021?

CRIS LISSONI  Que as coisas voltem ao normal. Sabemos ainda que será um ano de muito trabalho, cuidado para com o próximo e também a si mesmo pois a pandemia não terminou e levará meses a diante  para  estarmos totalmente seguros. Mas consigo ver  expectativas boas e de muito otimismo adiante.

Rede Mulher Empreendedora completa 11 anos

Ana Lúcia Fontes: uma signatária dos princípios de empoderamento da ONU Mulheres

A Rede Mulher Empreendedora (RME), maior plataforma de apoio ao empreendedorismo feminino do Brasil, completou  em janeiro 11 anos dentro desse pulsante cenário econômico. A RME já ajudou a transformar a vida de aproximadamente 1 milhão de mulheres graças à presença de suas embaixadoras em todo o Brasil, além de países como Inglaterra, Portugal, Holanda e Bélgica. Nascida pelas mãos de Ana Fontes, a RME tem como propósito empoderar mulheres economicamente para garantir decisão sobre seus negócios e suas vidas, aumentando o índice de independência financeira delas. A história da Rede e de Ana Fontes caminham lado a lado e não tem como falar da RME sem fazer esse paralelo.

é fundadora da RME, presidente do braço social da empresa – o Instituto RME -, Delegada Líder do Brasil no W20, grupo de engajamento do G20, eleita pelo Linkedin Top Voices do Linkedin em 2020, cofundadora do MIA (Mulheres Investidoras Anjo) e já foi considerada uma das vinte mulheres mais poderosas do país pela revista Forbes, em 2019.

Ana começou a trabalhar aos 11 anos de idade, como babá e faxineira, formou-se em publicidade e foi do chão de fábrica à área administrativa no setor automobilístico. Especialista em marketing e relações internacionais, ela passou pela frustração de ouvir que não seria promovida por ser mulher. Virou mãe e o desejo de se superar ficou ainda maior.

Em 2010, ela começou a dar os primeiros passos com o que viria se tornar uma signatária dos princípios de empoderamento da ONU Mulheres. No começo, a RME era uma plataforma de compartilhamento de conteúdo e divulgação de empresas fundadas e administradas por mulheres, mas por ser a primeira plataforma de apoio ao empreendedorismo feminino no país, o blog evoluiu e criou novas ações e projetos.

Carnaval cancelado, como fica a folga?

Advogada  Mayse Silveira Régis   : “ainda que cancelada as festividades, é possível ser firmado acordo entre  empregador e empregado”

A propósito do cancelamento do carnaval e a questão de ser considerado um feriado nesta época, a advogada  Mayse Silveira Régis,   do escritório  Régis, Saldanha & Vieira Advogados comenta que  “o  cancelamento do carnaval já é um fato no Brasil. Muito consciente, diga-se, em respeito e cuidado ao  período vivido. Mas e a folga prolongada, também será cancelada? Primeiro é preciso lembrar que embora o calendário informe que Terça-feira é Carnaval, oficialmente esse dia não é por si só considerado feriado, mas sim apenas a manhã da Quarta-feira de Cinzas.”

E prossegue a advogada:  “Portanto, ainda que o costume sugira que estes dias sejam concedidos como “feriados”, ainda que cancelada as festividades, é possível ser firmado acordo entre  empregador e empregado para troca de dias regular de trabalho por folga nos dias alusivos ao Carnaval.” Mais informações  (41) 3015-0021 ou contato@rsevadvogados.com.

Como avaliar a  fala feminina em público

Sirley Maciel, analista comportamental e escritora

É muito comum observarmos mulheres competentes, empoderadas, inteligentes e, até mesmo, mulheres que já ocupam cargos de poder e que já exercem uma grande influência na sociedade, fugirem da responsabilidade de falar em público ou alegarem despreparo, nervosismo e ansiedade no ato da fala.

“Existem alguns  elementos cruciais para entender esse fenômeno na vida das mulheres, por onde também poderemos construir as alternativas de superação e de libertação delas”, conta.

Um deles  está associado à condição da fala feminina, considerada social, cultural e historicamente, como uma fala de segunda ordem. Nos dias de hoje, mesmo ocupando cargos de chefias, de liderança e de destaque na sociedade, as mulheres não consideram esses espaços como seus. Elas alegam se sentirem radiografadas, julgadas, observadas e analisadas.

“Esses sentimentos desconfortáveis, geram vários mecanismos de desculpas e de resistência das mulheres para não enfrentar os espaços de fala pública”, relata a especialista. Uma alegação muito comum é de que as mulheres constrangem mais que os homens e que os mecanismos de constrangimentos vindo dos homens são diferentes daqueles vindo de mulheres, sendo esses mais cruéis, dado ao sistema patriarcalista da nossa sociedade.

A segunda constatação é de que a fala masculina vem sendo historicamente classificada como a fala normativa, padrão, correta e de poder.

Nesse sentido, os desafios a serem ultrapassados pelas mulheres só se ampliam. “Elas, nos espaços públicos, estão sempre em lugares que não são considerados delas, sendo observadas, como uma voz errada, feia, fina e que não passa segurança, verdade e confiança. Isso porque a voz masculina é considerada, inclusive pelas próprias mulheres, como detentoras de uma voz forte, bonita, imponente e que passa a verdade, segurança e confiança, o que precisa ser desconstruído”, explica Sirley.

Para saber mais o contato é pelo site www.intrepeds.com ou e-mail: sirleym.maciel@gmail.com