Crea-PR comemora Dia Internacional da Mulher na Engenharia

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A entidade conta com o Comitê Mulheres do Crea-PR  com objetivo de  fomentar o empoderamento das mulheres

O Dia Internacional da Mulher na Engenharia foi comemorado no último dia 23 de junho. Trata-se de  uma data importante para o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), que reconhece e valoriza a presença crescente de mulheres em todas as modalidades representadas pela autarquia.

O envolvimento das profissionais em projetos que beneficiam e promovem o desenvolvimento da sociedade tem sido marcante nesse período de pandemia no Brasil e no mundo. Não seria diferente no Paraná.

A entidade conta com o  Comitê Mulheres do Crea-PR cujo  objetivo  é fomentar o empoderamento das mulheres e o aumento da participação feminina nas decisões e em tudo que envolve o sistema Confea/Crea e as profissões das Engenharias, da Agronomia e das Geociências. O trabalho é feito por meio de ações conjuntas com instituições de ensino, empresas e entidades de classe.

Soluções para enfrentar a pandemia

Ariadne Farias,  Geógrafa Ariadne Farias: “fortalecer a comunicação do risco de propagação da Covid-19 por contágio comunitário”

Ainda sobre as ações das mulheres engenheiras, são muitas histórias de esforços em busca de soluções para o enfrentamento da pandemia de Covid-19. O trabalho desenvolvido pela Engenheira Ambiental Nayana Machado e pela Geógrafa Ariadne Farias é um dos muitos exemplos. Assim que a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o estado de pandemia, a Doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) Ariadne Farias – que tem como linha de trabalho a área de gestão de riscos e desastres – procurou pelo Grupo de Pesquisa Georisco da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) para uma cooperação técnica entre pesquisadores. Da expertise da equipe nordestina, Ariadne trouxe para o Sul a metodologia de desenvolvimento de mapas que mostram didaticamente o avanço da pandemia na região Sul do país, no Paraná e em Curitiba, tendo como base dados oficiais da Secretaria Estadual de Saúde.

“O objetivo do trabalho é fortalecer a comunicação do risco de propagação da Covid-19 por contágio comunitário, por meio de representação espacial da cartografia e das informações geográficas”, conta a Geógrafa, que trabalhava no mapeamento do risco socioambiental de inundações urbanas. Ela também é docente e pesquisadora do Mestrado Profissional em Governança e Sustentabilidade do Instituto Superior de Administração e Economia do Mercosul – ISAE/Curitiba

Fran Mendes conversa sobre mercado financeiro

Investir no mercado financeiro é simples, mas não é uma tarefa fácil porque precisamos ter uma série de regras na nossa cabeça antes de começar. São várias combinações, para nos questionar “como saber investir?”.

Além disso, nos deparamos com uma distinção de gêneros no mercado financeiro. As  mulheres ainda ganham menos que os homens, fazem mais pausas durante a sua jornada de trabalho e não foram ensinadas a lidar com dinheiro.

Foi pensando nisso que o Lide Mulher Paraná convidou Francine Mendes, economista e colunista da Forbes Brasil, para um bate-papo com um grupo fechado de filiadas .

“Temos que nos readaptar. Se estivermos na mesma condição e na mesma produtividade que os homens temos que brigar pelos nossos salários e pelas nossas condições da mesma forma que eles. Ainda precisamos avaliar porque acontece essa distinção de gêneros. Pelo o que se pressupõe é que as mulheres acabam tendo muitas atividades e, por isso, delegam mais o coração da empresa, que é o setor financeiro. O que faz com que acabam falindo mais do que os homens. Então, por isso que, às vezes, as nossas taxas de juros são mais altas.”

“Eu sempre falo para as mulheres que estão começando: não adianta entrarmos no mar pelo fundo, ou seja, pela renda variante, temos que entrar como criança, pelo raso. Como entramos pelo raso? Entrando com título público que são os títulos mais seguros do mercado que você consegue preencher seu primeiro quadrante para a reserva de emergência”, afirmou Francine.

Imóvel comprado  em leilão está ocupado?

Advogada Sabrina Rui: “é imprescindível agir de forma amigável”

Comprar um imóvel em leilão pode ser um ótimo negócio, pois é possível adquirir o bem por até 60% de seu valor de avaliação, mas também existem riscos. Há casos onde o antigo proprietário sequer sabe que seu imóvel foi vendido, ou não teve tempo o bastante para sair, ou ainda não quer sair do bem.
Quando o novo proprietário se depara com o imóvel ocupado, existem algumas alternativas do que pode ser feito, mas o primeiro passo é procurar um advogado ou assessoria jurídica para seguir com a ordem legal ou fazer um acordo com os ocupantes.

“É necessário visitar o local para confirmar a informação sobre a ocupação. Além disso, é importante saber se a pessoa que tem a posse do imóvel quer permanecer no local após a transferência da propriedade”, explica  a Sabrina Rui, advogada em direito imobiliário e tributário.

É possível fazer um acordo e instituir aluguel, com contrato desenvolvido pelo advogado. Dessa forma, facilitará a situação para ambos os envolvidos. “Porém, se o arrematante quiser de fato ocupar o imóvel, é imprescindível agir de forma amigável”, afirma a advogada .