Os clientes residenciais da Copel vão ter reajuste de 1,58% na tarifa de energia elétrica a partir do dia 24 de junho, definiu a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça-feira (21). Esses clientes representam 82,3% do total de consumidores atendidos pela companhia. A Aneel é o órgão regulador federal que calcula a tarifa de energia elétrica de cada estado e comunica às distribuidoras, que aplicam o ajuste uma vez ao ano. Em 2022, até agora, o Paraná tem o menor reajuste do Brasil na conta de luz. Para outros 10,6% dos clientes da Copel atendidos em baixa tensão, dentre eles estabelecimentos comerciais e de serviços, o reajuste na tarifa será de 2,07%. Já, na média, a tarifa de energia da Copel aumentará 4,90% – esta média inclui clientes atendidos também em alta tensão, os chamados grandes consumidores.

INVESTIMENTOS

A Copel está realizando o maior programa de investimentos em energia da sua história. Entre 2019 e 2022, o investimento somado é de R$ 6,9 bilhões. Somente em redes de distribuição de energia a Copel está aplicando, apenas nos últimos quatro anos, mais de R$ 4,8 bilhões. Além de diversas obras e melhorias, como subestações, linhas de distribuição em alta tensão e redes de baixa tensão, a Copel está implantando os dois maiores programas do gênero em curso no país: o Paraná Trifásico, que vai, até 2025, modernizar a rede de energia rural com 25 mil quilômetros de linhas trifásicas, dos quais mais de 8 mil até dezembro de 2022; e o Rede Elétrica Inteligente, que é a maior iniciativa de automação da leitura do consumo de energia da América Latina, com benefício a 1,5 milhão de clientes, cerca de 4,5 milhões de paranaenses.

CRESCIMENTO DO PIB

O Monitor do PIB-FGV aponta crescimento de 0,3% na atividade econômica em abril na comparação com o mês anterior, considerando-se dados com ajuste sazonal. Na comparação interanual, a economia cresceu 3,6% em abril e 2,8% no trimestre móvel terminado em abril. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Segundo a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, o crescimento de 0,3% do PIB em abril em comparação a março é o terceiro consecutivo, embora seja a uma taxa menor que as anteriores.

CONSUMO

O consumo das famílias cresceu 4,8% no trimestre móvel findo em abril em comparação ao mesmo período do ano passado. O consumo de serviços (7,5%), de bens não duráveis (2,1%) e de bens semiduráveis (13,3%) foram os responsáveis por esse crescimento. Em contrapartida, o consumo de bens duráveis foi o único componente em queda.

EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO

Segundo o Ipea, a exportação de bens e serviços apresentou crescimento de 1,5% no trimestre móvel findo em abril em comparação ao mesmo período do ano passado. A exportação de bens intermediários, de bens de consumo e de produtos agropecuários reduziu muito sua contribuição nas exportações, o que explica o menor crescimento das exportações de bens. A importação de bens e serviços apresentou retração de 8,2% no trimestre móvel findo em abril em comparação ao mesmo período do ano passado. Essa queda foi influenciada principalmente pelo desempenho negativo na importação de bens intermediários (14,5%).

AGRONEGÓCIO

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta terça-feira (21) a revisão da projeção do valor adicionado (VA) do setor agropecuário de 2022, que passou de crescimento de 1% em março para estabilidade, ou seja, crescimento nulo no ano.Segundo o Ipea, a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) do setor foi motivada pela piora na projeção da colheita de soja feita pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de queda de 12,1%, ante recuo de 8,8% anteriormente divulgado. No caso do valor adicionado da produção vegetal, um dos componentes do setor, a revisão foi de alta de 0,3% para redução de 0,9%; e na produção animal, a estimativa era de crescimento de 2,9%, ante previsão de alta anterior de 3%.

PRODUÇÃO DE OVOS

A produção de ovos também teve resultado negativo no primeiro trimestre. “Para os demais segmentos, o primeiro trimestre foi positivo, com destaque para a produção de bovinos, cuja estimativa de crescimento foi revista de 3,8% para 4,6%. No caso dos suínos, a previsão é de crescimento de 4,5% para alta de 4,7%. Para a produção de aves, o resultado do primeiro trimestre veio abaixo do que esperavam e, por isso a previsão para o ano foi revista de crescimento de 3% para alta de 1,9%”, diz o Ipea.

BOVINOS

Na produção animal, apesar da melhora na projeção para o setor de bovinos, o resultado foi motivado por uma estimativa menor para a produção de leite, o segmento com a maior contribuição negativa do componente, cuja revisão foi de alta de 0,2% para queda de 3,8%, devido ao desempenho negativo no primeiro trimestre (queda de 10,3% na aquisição de leite no primeiro trimestre em relação a igual período do ano anterior), de acordo com dados do IBGE.

GRÃOS

A redução da produção de soja é parcialmente contrabalançada pelo bom desempenho esperado para outras culturas como milho e café. O milho deve apresentar crescimento de 27,6% em sua produção. A segunda safra de milho, que começa a ser colhida neste trimestre, tem previsão de crescimento de 38,9%. Caso mantenha o desempenho, o grão deve ser o principal responsável por compensar a queda no valor adicionado da soja.

PRODUÇÃO DE AÇO

A produção brasileira de aço bruto foi de 14,5 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a maio de 2022, o que representa uma queda de 2,2% frente ao mesmo período do ano anterior. A produção de laminados no mesmo período foi de 10,1 milhões de toneladas, redução de 8,5% em relação ao registrado no mesmo acumulado de 2021. A produção de semiacabados para vendas totalizou 3,6 milhões de toneladas de janeiro a maio de 2022, um acréscimo de 7,2% na mesma base de comparação. As vendas internas foram de 8,5 milhões de toneladas de janeiro a maio de 2022, o que representa uma retração de 14,7% quando comparada com o apurado em igual período do ano anterior. O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 9,8 milhões de toneladas no acumulado até maio de 2022. Este resultado representa uma queda de 14,6% frente ao registrado no mesmo período de 2021.